7 de jun de 2012

NOSSO REI

“Como a um ladrão, saíste para prender-me com espadas e paus! No entanto, estive convosco no Templo, ensinando todos os dias, e não me prendestes” (Mc 14,46).
Preparando-me, procuro encontrar-me comigo mesmo(a), empenhando-me em calar em mim emoções, preocupações. Entrego ao Senhor todas as inquietações, respirando fundo duas ou três vezes. Acolho, na fé, a presença de Deus. Não estou só. Estou diante do meu Senhor e meu Deus. Invoco o Espírito Santo e rezo a oração preparatória.
O lugar é o pátio onde Pilatos preside para julgar Jesus.
Pilatos “senta-se” para pronunciar a sentença condenatória; entroniza Jesus para apresentá-lo como “vosso rei”. Contemplo esta cena, ultraje supremo de quem é ridicularizado na sua dignidade de réu inocente, com todos os sentidos do meu ser.
Ninguém O defende. Estou ao seu lado para dizer-Llhe. “Conte comigo!”. E fecho os ouvidos aos gritos de “Fora! Fora com Ele!”.
Também tenho agido assim em situações semelhantes do meu cotidiano.  Não somente o excluo, com a Sua Igreja e os seus mandamentos, mas pertenço a uma sociedade que o trata como um qualquer e também exclui. Ele padece desta maneira por milhares de inocentes da história humana, de todos os tempos, pelos condenados injustamente.
Jesus acolhe nossas orações dirigidas a Ele?
Como Ele mesmo disse “todo o poder Lhe foi dado no céu e na terra” (ver Mt 28,18). Assim temos muitos exemplos nos Evangelhos de como Ele acolhe as súplicas que Lhe foram dirigidas. Por exemplo: o centurião (Mt 8,5), a mulher que sofria de uma hemorragia constante (Mc 5,25-34), o cego Bartimeu (Mc 10,46-52), a mulher Cananéia (Mt 15,21-28), o leproso (Mc 1,40-45), etc. Atendeu também ao apelo de Filipe: Mostra-nos o Pai (Jo 14,8) e ouviu o bom ladrão: “Lembre de mim quando estiver no paraíso!”

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