24 de jun de 2012

ESTÁ VIVO

“Envias o teu espírito e são criados, e renovas a face da terra!...” (Sl 104).
Preparo-me, lembrando-me de que estou contemplando as aparições do Ressuscitado. Recolho-me na presença de Deus. Com os olhos da imaginação, vejo o sepulcro, cedido por José de Arimatéia, e recordo-me da dor do sepultamento. Mas o sepulcro está aberto e vazio. Não pôde segurar a sua presa!
Peço a graça de sentir intensa alegria pela vitória de Jesus sobre a morte.
“Ouvindo as mulheres dizer que Cristo havia ressuscitado, Pedro foi logo ao sepulcro.”
Recordo o que os anjos haviam dito às discípulas: “Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou! “Recordai-vos do que vos falou quando ainda na Galiléia, dizendo que o Filho do homem havia de ser entregue ao poder de pecadores e ser crucificado, mas ressuscitaria ao terceiro dia.
Penso na verdade da fé. Demoro-me longamente em silêncio orante: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”. Paro, rezo... “Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé”.
Sigo com as discípulas que voltam à comunidade para transmitir o anúncio da Ressurreição. Vamos falando do que transborda nos nossos corações.
Encontro com elas, os onze apóstolos e os demais, desanimados e desconfiados: “História de mulheres! Quem há de crer?!”.
Aqui, Jesus manifesta também a divindade, sua igualdade e identidade com o Pai, aquele Pai divino que o salmista, extasiado, nos faz contemplar:
Meditação:
“Bendize, ó minha alma, a Javé! Javé, meu Deus, como és grande!...
 O Senhor faz brotar as fontes nos vales, os riachos correm das montanhas, dando de beber aos animais dos campos, matando a sede dos asnos selvagens... Com o fruto de suas obras, meu Deus, sacias a terra!
Fazes brotar o capim para o gado, e tantos vegetais úteis ao homem, para que possa tirar da terra o seu alimento: o vinho, que alegra o coração do homem, o óleo, que dá brilho ao seu rosto, o pão, que revigora a sua alma...
Todos de ti esperam o alimento a seu tempo. Tu dás, eles recebem; abres as mãos, eles se saciam de bens...
Envias o Seu espírito e são criados, e renovas a face da terra!...” (Sl 104).

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