11 de jun de 2012

DA CRUZ À SEPULTURA

“Chegou a Hora” (Jo 16,32).
Preparação: sigo o meu ritual de costume para iniciar o momento de minha oração.
Composição: vejo o lugar. Faço-me presente no Calvário, vendo José de Arimatéia, Nicodemos, Maria. Demoro o olhar sobre o Corpo torturado do Senhor sendo preparado à sepultura.
“Vida doada, sangue derramado!” Senhor, ensina-me a amar sem restrição e me entregar totalmente!”.
 “Foi tirado da cruz por José de Arimatéia e Nicodemos em presença de sua Mãe dolorosa”.
Observo e vejo as pessoas:
• Vou com José de Arimatéia conseguir de Pilatos a autorização pra tirar o corpo de Jesus;
• Ajudo Nicodemos, que leva uma grande quantidade de mirra e aloés, para limpar e ungir o Corpo do Senhor, com grandes panos de linho para devolvê-lo, mais o grande lenço, o sudário, para cobrir sua adorável Face.
Uno-me a estes gestos de carinho, faço-os meus! Amor com amor se paga...
Maria, recebe no seu regaço o bendito corpo, sofrido, agora já carinhosamente limpo e perfumado. Entro nos sentimentos da Mãe dolorosa, que assim contempla o Filho amado.
Ao seu lado, quietamente, contemplo também. Rezo; adoro e agradeço. Recordo o que Ele fez por mim, pela humanidade. Silêncio orante! Silêncio de amor! Permaneço em oração silenciosa neste mais santo dos velórios.
“O corpo foi levado à sepultura, ungido e sepultado”.
Sem pressa de ir adiante, olho com o coração, uma visão simples para as pessoas, para você mesmo, para o Cristo que se entrega por você. Caia na conta do que lhe é dado sentir. Reze a partir dos sentimentos. Se o seu coração é de pedra, e nada parece tocá-lo, reze ao Abba; Pai.
“Tira o meu coração de pedra! Dá-me um coração de carne!”

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