17 de out de 2012

REBECA, A ADMIRÁVEL!

“Propicia-me um encontro e agracia meu amo, Abraão!” (Gn 24,12).
Saibas que és indigno da consolação divina. Mereces antes muitas provações. Para alguém firme na humilde contrição, o mundo inteiro se torna um fardo amargo. Aquele que está no bom caminho encontra sempre muitos motivos para sofrer e chorar. Quer examine a si mesmo, quer examine seu próximo, sabe que ninguém aqui na terra vive ao abrigo das provações. E quanto mais severamente se examina mais se desola. Nossos pecados e o mal em nós dão-nos matéria para um justo sofrimento e para a humilde contrição do coração. Ele nos aprisiona de tal forma que nos deixam pouco tempo para a contemplação celeste.
Abraão, como todo bom pai até pouco tempo, devia encontrar uma boa esposa para o Filho da Promessa, Isaac. Encarregou um servidor de confiança a encontrar, com auxílio de Deus, uma jovem para casar com seu filho único. Podemos vê-la, com os olhos da imaginação, esbelta e forte como uma palmeira, tirando água para dar de beber ao rebanho, tão hospitaleira e decidida, dando de beber ao viajante e seus animais. O servidor do Patriarca Abraão achou que aquela jovem era a pessoa indicada para os grandes propósitos do patrão. Ficou confirmado quando soube que ela era filha de Nacor, da parentela do próprio Abraão, da família do Abençoado! Se estivéssemos lá poderíamos dizer: “O mundo é pequeno, não?”. Ou então exclamar: “Que coincidência!”. Mas, pensando bem, não foi coincidência, obra do acaso, mas providência, obra do Senhor! Foi resposta à esperança de Abraão e à oração de seu servidor: “Senhor, Deus de meu amo, Abraão, propicia-me um encontro e agracia meu amo, Abraão!” (Gn 24,12). Deus providencia tudo para nós.
Compondo-me nesse mundo imerso em guerra. Imagino a Jesus Cristo e SUS seguidores num esplêndido campo verde, com vestimentas de cores maravilhosas e bandeiras reluzentes, sacudidas pela suave brisa. Então imagino o mentiroso com seus seguidores num desfiladeiro, grisalho, sombrio, parado. Não devo deixar, porem, que esta geografia imaginária obscureça a real que molda os altos e baixos de meu próprio coração, onde ainda lutam a escuridão e a luz, o mal e o bem.
Meditação:
Peço a Deus que me dê coragem, para ver claramente a face do mal e a face do bem. Peço-lhe que me ajude a entender internamente como funciona a mente de Cristo – e também como as pessoas que escolheram esta vida tomam suas decisões e valorizam as coisas.
Concedeu-lhes o que pediam, satisfez-lhes a sua gula (Sl 106,13-31).
Reze, sinceramente, o que você encontra em seu interior: ausência? Frio? Dúvida? Descrença? ...ou presença? Calor? Confiança? Fé? Como rezar? Com pedidos, súplicas... ou escuta, silêncio... ou adoração, gratidão... ou sentindo e saboreando, intimamente, paz e revelação.

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