14 de out de 2012

HOLOCAUSTO

“Deus providenciará o cordeiro, meu filho” (Gn 22,8).
Se queres fazer algum progresso, permanece no temor de Deus, se muita independência. Submete todos os teus sentimentos à disciplina e não te entregues a alegrias despropositadas. Entrega-te à humilde contrição do coração e encontrarás o fervor espiritual. A humilde contrição traz numerosos benefícios que a tibieza logo põe em risco.
Corremos sempre o risco de achar que o dado é nosso e não cria nenhum laço de lealdade com o doador que é Deus! É o risco da ingratidão. Para educar nossa alma no reconhecimento da verdade, formando em nós corações gratos e contentes, Deus nos experimenta: “Purificarei como se purifica o ouro e a prata” (Zc 13,9). Por isso, O Senhor chama Abraão para que lhe ofereça Isaac em sacrifício total (holocausto) no Monte Moriá (Gn 22,1). Abraão tem o coração apertado e confuso. Prepara tudo conforme os usos do seu tempo: não exigiam os ídolos dos povos vizinhos, os cananeus, que se queimassem vivos os primeiros nascidos? Mas seu coração também pressente que “oferecer um holocausto ao Senhor” será muito diferente. Por isso, na subida do monte, dá uma resposta inspirada ao filho, que lhe pergunta: “Pai, aqui estão fogo e lenha, mas onde se acha o cordeiro para o holocausto?”. E Abraão responde, com fé somente na escuridão em que se move, quando o amor de Deus parece ter desaparecido: “Deus providenciará o cordeiro, meu filho” (Gn 22,8). E assim é nossa vida. Deus providencia tudo.
Hoje, o dinheiro, o petróleo, a água, a terra, o poder exigem opressão e guerras! São ídolos! Mas nós, filhos de Abraão, cremos no Deus da vida! Cremos em Jesus, o filho único e amado, verdadeiro cordeiro de Deus, sacrificado no Monte Calvário!
Lembrete:
Várias maneiras de contemplar os fatos da Bíblia
Você entra na experiência interior de pessoas reais. Sente a imobilidade do paralitico enquanto Jesus estende a mão para tocá-lo. Sente a tristeza no coração de Maria, Nossa Senhora, quando Jesus sai de Nazaré pela última vez. Sente a alegria de Jesus quando as criancinhas sobem ao Seu colo.
Você também experimenta a dinâmica do acontecimento, a “intimidade” do pensamento, do sentimento e da decisão. Em Caná, percebe a tensão por causa do vinho que acabou – então o espanto dos servos, o prazer de Maria, a surpresa do anfitrião – e o deleite dos convidados por mais vinho ser servido, e um vinho tão bom! No Pretório, você sente a loucura que toma conta da multidão, o cinismo esgotado de Pilatos, o ódio de alguns inimigos de Jesus, a tranqüila segurança de Jesus.  

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