24 de out de 2012

PAZ PELA ORAÇÃO
“Onde estava meu fogo, lá estava minha glória” (Dt 1,33).
No dia de Pentecostes meu fogo invadiu meus discípulos para significar que suas vidas haviam se tornado sacrifícios vivos (cf. Rm 12,1).
Que fragilidade a do homem, sempre levado ao mal! Hoje confessas teus pecados e amanhã recomeças a cometer o que havias confessado. Estás resolvido a evitá-lo e, uma hora mais tarde, ages como se nada tivesses decidido. Temos razão de nos humilhar e de jamais alimentar uma grande estima para com nós mesmos, tão frágeis e inconstantes somos. Por negligência, podemos perder rapidamente o que com muito trabalho havíamos adquirido por graça. 
Não teve, porém, uma noite de “paz pela oração” antes de encontrar Esaú. Pelo contrário! Foi uma noite de luta: “Jacó ficou só. Alguém lutou contra ele até o despontar da aurora. Vendo que não podia dominá-lo, tocou-lhe a articulação da coxa de Jacó se deslocou, enquanto lutava. Disse o personagem: ‘Larga-me, porque já desponta a aurora!’. Respondeu Jacó: ‘Não te largarei, se não me deres a benção!’. Ele perguntou: ‘Qual é o teu nome?’. Jacó respondeu: ‘Jacó’...”.
Até agora nos tinha sido apresentado um Jacó esperto, chegando a espertalhão, calculista e com medo diante das conseqüências de suas manobras da primeira juventude. Agora o narrador nos mostra uma conversão: ele tem uma experiência solitária de luta. Teve de se defender de um agressor desconhecido toda uma noite! Mas pressente que esta não é uma luta contra um assaltante comum. Havia algo de solene e espantoso naquela briga no escuro da noite, naquele momento de sua vida. Mais do que uma prova de força, pareceu-lhe ter vivido uma iniciação. Iniciação a quê? Ele não sabia, mas sua intuição o leva pedir a benção ao estranho... Recebeu a benção e fez amizade com o seu irmão Esaú.
Lembrete:
Os doutores da Palavra serão tratados com maior rigor do que simples fiéis (cf. Tiago 3,1), pois muitos deles ensinarão doutrinas errôneas àqueles que têm sede de ouvir coisas agradáveis e que preferem acreditar em mentiras. O mestre e o discípulo serão julgados de maneira severa mais estritamente quando tiverem se recusado conhecer a verdade oferecida a eles (cf. 2Tm 4,3-4).
Não permitas que o sentimento da multidão te influencie. Sê antes um exemplo para eles, um mestre, um chefe, um sacrificador que os conduz a Deus. Tu és como uma carta escrita no coração, que precisa ser lida por todos os homens (cf. 2Cor 3,2). E a lei inscrita em teu coração pelo Espírito Santo deve ser vivida de modo exemplar.

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