13 de mai de 2012

COME COM JESUS

“E o próprio Espírito se une a nosso espírito para atestar que somos filhos de Deus” (Rm 8, 15-16).
Alimentar-se pode e deve ser feito com discernimento. Contemplando Jesus e os seus amados discípulos, na Última Ceia, intui-se como é cristão e humano o ato de alimentar-se.
Olhe para um almoço preparado, ainda que muito informal, em casa, servido nas panelas. O que você vê? Arroz, feijão, “mistura”, uma saladinha... Quantos milhões de anos se passaram para que o solo, a água, o ar, o braço do lavrador, o empenho do transportador e do comerciante, a arte de quem cozinha lhe servissem esta refeição? Olhe mais: veja as cores, perceba as texturas, sinta o bom odor de boa comida! E você começa a ter um coração mais preparado para abençoar a Deus e tanta gente por estes saborosos dons. Tempo de rezar!
Se tanto cuidado, tanta arte e tanta inteligência foram despendidas até este almoço, você não pode destoar, avançando na comida, devorando sem prestar atenção, arrumando de qualquer jeito o seu prato. Com discernimento e arte, cuide para que as comidas formem um conjunto bonito e harmonioso, espiritualizado no seu prato. E cada garfada ou colherada será um ato de reconhecimento, gratidão, celebração, um ato de “eucaristia” (“a boa ação de graças”). Prove, perceba o sabor e a textura, o odor de cada coisa.
Lembrete:
O Apóstolo Paulo nos relembra: Não recebestes um espírito de escravidão para recairdes no medo, mas recebestes o espírito de filhos, que nos faz clamar: Abbá! Meu Pai! E o próprio Espírito se une a nosso espírito para atestar que somos filhos de Deus (Rm 8, 15-16).
Como sempre, recolho-me para estar totalmente presente a Deus, o Senhor, e peço-lhe para que minha oração lhe seja agradável.
Recordo por um momento que os acontecimentos que estou rezando realmente se sucederam. Jesus de Nazaré, Filho de Deus, foi destroçado por seus inimigos. Antes na mesa de amor Cristo deu a sim mesmo.

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