31 de mai de 2012

CALVÁRIO DEPOIS DE BELÉM

“Convida, portanto, que Ele se tornasse semelhante aos irmãos, para ser, em relação a Deus, um sumo sacerdote misericordioso e fiel, para expiar assim os pecados do povo. Pois, tendo ele mesmo sofrido pela tentação, é capaz de socorrer os que são tentados” (Hb 2,17-18).
Faço com carinho e veneração, a minha oração. Acolho a presença de Deus e rezo.
Com os olhos da imaginação, vou me situando diante de duas imagens: a Virgem Mãe com o gracioso Menino Deus estreitando em seu colo; a Virgem Dolorosa com o mesmo Filho, agora adulto, ensangüentado e todo machucado.
Rezo do fundo do coração! Silêncio: alegria e alegria se encontram, dor e dor se entrelaçam. Tudo isso por meus pecados!
Diante de Jesus espancado e crucificado, recordo a estrebaria de Belém e vejo como a mãe pobre envolveu em paninhos o Menino pobre, colocando-o na manjedoura de pobres animais.
Peço que Deus o coloque nos meus braços e deixo os meus olhos se fixarem nele, permito-me tocar as suas mãozinhas tenras. É total pequenez, despojamento de todo luxo, até do necessário. Todo o ambiente respira pobreza e simplicidade. É “noite feliz”! Tudo isso por meus pecados!
O abatimento profundo de Jesus, a sua espantosa agonia moral, tão intensa que repercutiu no seu corpo, calaram no coração da Igreja primitiva. Na Carta aos Hebreus, um discípulo dos primeiros tempos mostra ter muito presente a agonia do Salvador:
“Convida, portanto, que Ele se tornasse semelhante aos irmãos, para ser, em relação a Deus, um sumo sacerdote misericordioso e fiel, para expiar assim os pecados do povo. Pois, tendo ele mesmo sofrido pela tentação, é capaz de socorrer os que são tentados” (Hb 2,17-18).
Por esta tremenda experiência de solidariedade conosco, o Emanuel (o “Deus-conosco”) firma a nossa fé em meio às contradições e dores desta nossa existência terrena:
“Com efeito, não temos um sumo sacerdote (Jesus) incapaz de se compadecer das nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, exceto no pecado” (Hb 4,15).
Imagine a Cruz na sombra da manjedoura!

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