17 de mai de 2012

AGONIA DE JESUS

“Entrou em agonia e orava mais insistentemente ainda. Seu suor tornou-se como gotas de sangue a correr para a terra” (Lc 22,24).
Faço minha oração com o maior cuidado e a maior reverência, porque, por meus pecados, o Senhor vai à sua Agonia, à sua Paixão.
Acompanho Cristo Jesus, vindo do alto de Sião, a parte alta de Jerusalém, descendo a escadaria até o fundo do vale do Cedron e subindo a encosta do monte das Oliveiras até o Horto, onde permitiam-lhe acolher-se com os seus amados discípulos. Jesus começa a rezar.
Ele se levanta, algumas vezes, e tenta sacudir o torpor dos três amigos. Tenta adverti-los: “Vigiem! Orem para não cair em tentação!”. Esquecemos do que Ele nos advertira: “Esta noite serei ocasião de queda para vocês” (M t 26,31). Como eles, tenho ficado inerte, sem vigilância, rotineiro(a) na vida de oração e tenho caído na incapacidade de amar o Amor! Nada me comove, nem mesmo o que Ele confidencia: “Minha alma se apavora com pavor mortal!”.
Sua dor é espantosa: “começou a ter pavor e angústia” (Mc 14,33); “Entrou em agonia e orava mais insistentemente ainda. Seu suor tornou-se como gotas de sangue a correr para a terra” (Lc 22,24).
Sua divindade parece escondida. Rezo o que me vier ao coração, procurando tirar proveito para ser convertido.
Olho o meu Senhor e Amigo fiel, que desce ao abismo das nossas angústias, a sua humanidade está exausta, o seu ânimo se perdeu e o medo parece dominá-lo inteiramente, os seus discípulos o deixam sozinho, o Pai parece indiferente.
Meditação:
Jesus tinha falado antes na última ceia: “Eu vos declaro: não beberei doravante deste vinho da videira até o dia em que eu o beberei novamente convosco no Reino”.
Se o coração pedir, pode ir acolhendo outras palavras do Senhor na conversa daquela noite:
“Permanecei em mim... Eu e o Pai somos um. Quem me vê, vê o Pai... Já não vos chamo servo, mas amigos... Que sejam um como eu e Tu, Pai, somos um... Que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei... O Pai vos dará um outro Paráclito, um outro Consolador, que permanecerá sempre convosco. Ele, o Espírito da Verdade... O Espírito Santo... Ele vos ensinará... Que vosso coração cesse de se perturbar e temer. Eu vos deixo a Paz, a minha Paz...”

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