31 de mai de 2013

A HISTÓRIA DE TOMÉ (Marcos 16,14-18)

“Pão dos anjos os homens comeram...” (Sl 78,23-51)
Queres o verdadeiro prazer e a abundância de minhas consolações? É no desprezo por todas as coisas do mundo e na privação de todos os prazeres fúteis que encontrarás tua benção (cf. Gn 27,40), e receberás como recompensa abundantes consolações. Quanto mais rejeitas toda consolação que vem das criaturas, mais encontras em mim consolações ao mesmo tempo doces e fortes. Quando Jesus apareceu para os apóstolos, um dos 11 não estava presente. Chamava-se Tomé e fazia bastante tempo que era um de seus seguidores.
Ao entrar na sala onde os outros estavam, Tomé ficou impressionado com a mudança de seus amigos. Na última vez que os encontrara, estavam tristes e desesperados. Agora, porém, estavam diferentes, cheios de alegria. Não demorou muito para entender por quê.
“Tomé, é verdade!”, contaram-lhe. “Nós vimos Jesus. Ele está vivo!”
Mas Tomé replicou: “Não acredito. A menos que possa ver as marcas dos pregos nas mãos Dele e colocar minha mão ali e em seu peito.”
Oito dias depois, os apóstolos estavam em casa e Jesus voltou a visitá-los. Dessa vez, Tomé estava com o grupo. Apesar das portas fechadas, Jesus entrou e os saudou: “A paz esteja com vocês”.
Virando-se, então, para Tomé, Jesus disse: “Tomé, venha ver Minhas mãos e tocas em Minhas feridas. Agora pare de duvidar e acredite”.
“Meu Senhor e Meu deus!”, respondeu prontamente Tomé.
“Você acredita só porque me viu?”, perguntou Jesus. “Haverá muitos que não Me verão e crerão.”
Lembrete:
Contudo, é um fato que somos solitários num outro sentido. Até mesmo os mais bem acompanhados de nós, ao longo da vida, experimentam solidão como peso. Há momentos e fases na vida em que não sabemos nos expressar, não encontramos com quem nos abrir ou não nos percebemos entendidos.
Na medida em  que a vida avança e chega a “terceira idade”, os amigos se vão indo... novas relações são difíceis de se obter... já desaparecem os contatos e o companheirismo de trabalho... quando a doença e a enfermidade sobrevêm, nosso círculo se reduz ainda mais... Na morte, mesmo rodeados de solicitude, mesmo se não estamos nestas modernas e isolantes UTIs, cada um de nós morre sozinho... Esta é a experiência única, absolutamente privativa.

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