2 de jul de 2012

TEMPO DE AMAR

“Caríssimos, se a este ponto Deus nos amou, também nós devemos nos amar uns aos outros” (1Jo 4,10-11)
Amor, que amor? O amor da velha canção: “O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou”? Depois de sua conversão, Santo Agostinho passou um período sem gostar desta palavra, por causa da poluição que a envolvia e na qual se envolvera por tantos anos. Passou a usá-la com afeto renovado com a leitura e comentário da primeira carta de São João: “Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo – desejo incontrolado da carne, desejo incontrolado dos olhos e orgulho dos bens da vida – não vem do Pai, mas do mundo. Mas o mundo passa e seus desejos imoderados também, mas aquele que cumpre a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo 2,15-17).
E o que o Senhor mais deseja (sua justiça) é que o filho perdido volte para casa! Volte para o abraço e para a festa! Que o filho mais velho não fique fora, preso ao despeito e ao rancor, mas que entre e acolha o irmão (Lc 15,31-32)! O Pai quer que alcancemos, no Espírito do Amor do Pai e do Filho, o Amor de Cristo: “Nisto consiste o seu amor: não fomos nós que amamos Deus, mas foi Ele quem nos amou e mandou seu Filho como expiação pelos nossos pecados. Caríssimos, se a este ponto Deus nos amou, também nós devemos nos amar uns aos outros” (1Jo 4,10-11).
Por quê? Porque “o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conheceu a Deus, pois Deus é Amor” (1Jo 4,7-8). Assim , “reconhecemos o amor que Deus nos tem e acreditamos nele. Deus é Amor! Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele!” (1Jo 4,16). Também ficamos sob o olhar de Deus com passagens bíblicas ou com palavras de nossas orações vocais e nossos credos. Às vezes, antes de ter sentimentos quanto a elas, nós as dissecamos com a razão e o entendimento. Talvez pensemos: por que Jesus perguntou três vezes se Pedro O amava? Por que não duas ou cinco vezes?
Meditação:
“Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro da casa. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles, dizendo: ‘A paz esteja convosco!’
Disse, em seguida, a Tomé: ‘Põe teu dedo aqui e verifica as minhas mãos! Estende a tua mão e a enfia no meu lado. Não sejas incrédulo, mas fiel!’” (Jo 20,26-27).
“Respondeu-lhe Tomé: ‘Meu Senhor e meu Deus!’
“Felizes os que não viram e creram”. Mas não será tudo isso jogo de palavras? Será possível crer como Tomé?
E também com Amor!

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