25 de ago de 2012

LIBERDADE

“Não tenha medo, pequenino rebanho, pois do agrado do Pai de vocês dar-lhe o Reino” (Lc 12,32).
O homem moderno é demasiadamente egocêntrico!
Acalmar-se por meio de um exercício de concentração. Entrar na imaginação. Obscuridade e vazio interiores. Mover-se para o centro do ser. Imaginar que ali vês chama de amor apontando para Deus, ou mananciais brotando para cima, ou movimentos cegos de amor. Colocar uma palavra ou uma frase breve para dar ritmo a este impulso: “Meu Deus e meu tudo!” “Ó Jesus!” “Abba! Pai!” “Ó coração!” “Fogo!” “Deus!” “Amor!”
Escutar a palavra. Ouvir que crescer, que ressoa em partes diferentes do teu ser: cabeça, coração... até que todo o teu ser ressoa com ela. Depois, todo o quarto, a casa, o mundo inteiro. Um grito nascido das profundidades do teu ser e que se quebra com o murmúrio das águas, por todo o mundo.
Vale à pena, também, meditar, em algum momento, esta pequena poesia de D. Helder Câmara:
Quando vieres libertar os cativos, não te contentes de atravessar as sete prisões dos sete vícios capitais. O calabouço último, o poço mais fundo, é o egoísmo.
No mundo, vocês terão sofrimento, mas tenham coragem, eu venci o mundo (Jo 16,33).
A salvação dos justos vem do Senhor, sua fortaleza no tempo da angústia (Sl 37/36,39)
Enfim, contra todo o mal, temos a virtude que é proclamada cerca de 800 vezes nas Escrituras:
A Alegria!
Verdadeiro, justo, puro, honroso, virtuoso ou que de qualquer modo mereça louvor... Então, o Deus da Paz estará com vocês! (Fl 4,4-9).
Meditação:
Ir terminando com um colóquio mais fervoroso, como um amigo fala a seu Amigo, ou a criatura a seu Criador, ou o redimido a seu Redentor, ou o libertado do mal.
Apenas os mais puros dentre meus santos buscam realmente a minha direção. A maior parte age como se desejasse fazer a minha vontade e dizem que a buscam, mas quando eu olho o fundo de seu coração, não é o que vejo.
É muito difícil encontrar uma consagração total, porém, é o que quero.

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