23 de set de 2012

VALOR DA VIDA

“Do seu santuário Deus é terrível, o Deus de Israel dá força e vigor a seu povo, bendito seja Deus!” (Sl 68,34-36).
É uma grande coisa permanecer na obediência, viver sujeito a um superior e não ser dono de si mesmo. É muito mais seguro permanecer na submissão do que na autoridade. Muitos obedecem mais por necessidade do que por amor. Então sofrem e se queixam por qualquer coisa. Não conquistarão a liberdade de espírito, a não ser que se submetam de todo o coração, em nome de Deus.
Consulta médica: “Você tem apenas dois meses de vida!” com quem irei falar? Aonde irei? Que penso fazer? De noite, diante de Cristo, na capela. Redigir uma carta ao provincial.
As melhores coisas da vida são gratuitas. Só se apreciam quando estão para serem perdidas.
Variar este exercício para apreciar outras coisas belas. Imaginar que estou no céu. Ou na prisão. Vista. Saúde. Liberdade. Amizade. Ou até insignificâncias: a água corrente, a luz elétrica, os lençóis da cama.
Uma curiosidade: Caim é tido como antepassado dos “quenitas”. Eram nômades que adoravam Javé (Deus), mas viviam fora da Terra Prometida e nada sabiam da Aliança. Os israelitas, no tempo da realeza, estranhavam esse modo de vida. No entanto, assim vivera Abraão! Os nômades são migrantes sem pátria! Contudo, Deus os ama, como amava Caim, a quem pergunta: Que fizeste?. Deus não nos estranha, nem rompe conosco, quando pecamos contra nosso irmão e dizemos: Sou, porventura, guarda de meu irmão? Somos nós que rompemos e damos as costas a Ele, que vem, sempre de novo, a nosso encontro.
Quando você reler a história de Caim, lembre-se de levantar os olhos e ver o Pai de Caim, o Pai nosso que estás nos céus!
Identificarei qualquer coisa que não aprovo, de acordo com minha própria consciência e, voltando-me para Deus, pedirei perdão.
Desejarei e decidirei a maneira de atuar amanhã, contanto que Deus me conceda tal graça.
Conheces o opróbrio, a confusão e a ignomínia que padeço. Na tua presença estão todos os que me afligem. A ignomínia oprime meu coração e eu vacilo, esperei em vão quem tivesse pena de mim, procurei quem me consolasse, mas não encontrei (Sl 69,19-25).
Meditação:
“E nós mesmos, por que a todo momento nos exportamos ao perigo? Diariamente estou exposto à morte... De que adiantaria lutar contra as feras, se eu tivesse apenas interesses humanos? Se os mortos não ressuscitam, ‘comamos e bebamos, pois amanhã morreremos’” (1Cor 15,30-32).
Portanto, o sentido da vida adquire densidade e fundamento pela fé na ressurreição:
“Agora vemos em espelho, de maneira confusa, mas depois veremos face a face. Agora, o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido...” (1Cor 13,12).

Nenhum comentário:

Postar um comentário