16 de set de 2012

LUGAR FELIZ

“Que a morada deles fique deserta, não haja quem more em suas tendas”  (Sl 69,26-28).
Retirar-se com a imaginação a qualquer lugar que se tenha estado feliz. Recolher todos os detalhes: vista, som, odor, gosto, tato. Observar o que se sente. Voltar à situação presente. O que se sente? Observar o contraste.
N.B.: Lugares da tua memória, do teu coração onde possas sempre retirar-se para sentir-se em calma e refrigerado. Este “retirar-se” proporciona força para enfrentar a situação atual e também reaviva a percepção da situação presente.
Todos nós temos nossas feridas profundas, às vezes esquecidas, de difícil diagnóstico... Elas se manifestam pela dor que causam quando “tocadas”, ou pelo “pus” que soltam, “envenenando”, “infectando” até nosso ambiente: nosso interior e nossos relacionamentos.
Você reconhece facilmente estas faltas, que desgostam, mas que você não consegue controlar, porque são muito repetidas e, mesmo, compulsivas. Às vezes você até desistiu de combatê-las:
Ah! Eu sou mesmo assim!
É do meu temperamento!
Sou gente boa, mas se pisam, no meu “calo”...
Logo de manhã cedo, procure pôr-se diante dos bons e amigos olhos de nosso Salvador, Jesus.
Jesus, que eu não seja violento nas minhas respostas e reações! Prometo, até o meio-dia, não ceder a meu impulso e me manter ponderado, sereno, preparado para não agir agressivamente! Só por esta manhã! Ajuda-me, meu bom Salvador!
Ao meio-dia, de novo na presença amiga de nosso Senhor...
- Examine se caiu naquela falta acumulada.
- Se não caiu, agradeça de coração!
- Se caiu, peça perdão.
Lembrete:
Antes de dormir, sempre de novo na presença de seu benfeitor e amigo, Jesus...
- examine-se, agradecendo se passou bem o dia, pedindo perdão se for o caso;
- repita seu bom propósito de emenda e vigilância pelo dia que virá.
Vamos pensar em Santo Inácio de Loyola cujos escritos forneceu tantas coisas para nosso livro:
Na sua penosa convalescença de nove meses em Loyola, Espanha, para distrair-se, queria uns romances de aventuras. Era o auge de popularidade do gênero que costumamos chamar “de capa e espada”. Só que, num tempo de raros livros e raros leitores, sua piedosa cunhada e hospedeira dispunha apenas de uma Vida de Cristo. Acamado, meditava e Jesus tocou profundamente sua vida.

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