30 de abr de 2012

UNGIU PARA A SEPULTURA

“Conduziu-os pelo caminho reto, para chegarem a uma cidade habitada” (Sl 107,1-9).
Preparo-me como de costume. Entro no meu santuário. Invoco o Santo Espírito, acolhendo a sua Presença amorosa. Permaneço em grande silêncio, pacificando-me. A seguir, recordo a matéria do exercício, relendo as passagens indicadas. Procuro guardá-las no coração.
Observo Jesus, depois de Maria de Betânia ter-Lhe lavado e perfumado os pés, que toma a defesa da amiga: “Por que aborrecem esta mulher? Ela fez uma boa ação para mim. Pobres vocês terão sempre com vocês. Ela me ungiu para a sepultura”. Considero: não é Jesus, neste momento, pobre com a pobreza total de quem se situa diante da morte? Rezo.
Jesus elogia a boa amiga: “O que ela fez será narrado onde quer que se anuncie esta boa nova!” (MT 26,13). Hoje está sendo anunciado a mim... Rezo.
Reparo na atitude de Judas: João, que o conhecia bem e sabia que ele roubava da bolsa comum dos apóstolos e de Jesus, também sabe que ele escondia atrás do amor aos pobres com interesse nas “suas economias”. Nem toda boa idéia é do bom anjo. É preciso refletir se o começo, o meio e o fim são todos bons. Se não intromete alguma coisa má ( ou menos boa) nos meus pensamentos.
Lembrete:
Recordo, considerando o gesto de Maria e a defesa de Jesus, como é verdade que “o amor consiste mais em obras do que em palavras”. Amor é doação, entrega, serviço. É esquecer-me para ir ao encontro das necessidades dos irmãos. “Pelos frutos se conhece a árvore” (Mt 7,16).
Chamando-me para viver minhas qualidades e características especiais, Deus colocou profundamente em meu ser um propósito original – a expressão concreta da esperança, de Deus, em e para mim. Minha vida é descobrir em mim mesmo esse propósito original e fazê-lo vida real.
Sento aos pés do Senhor para um colóquio, uma oração mais profunda. Quero deixar-me perfumar para também exalar, pelo mundo afora, o bom odor de Jesus. Termino rezando o Pai Nosso.

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