20 de abr de 2012

DOZE CESTOS

“O Monte Tabor. Jesus diz a seus amigos para que se encontrem com Ele na montanha. Aí Ele se materializa e lhes diz: “Toda autoridade me foi dada do céu para “fazer discípulos de todos os povos”, prometendo que, “Eu estarei convosco até o fim do mundo” (Mt 28,16-20).
Chegado o meu tempo de contemplar, farei dele o meu “lugar sagrado” e vou me perguntar: “Aonde vou e o que quero?”.  Então, rezarei minha oração.
Compondo o lugar: uma região despovoada, sem recursos. Ali a multidão e eu também fomos ouvir Jesus. Vejo Jesus acudindo a todos, ouvindo, curando... A hora avança... Peço o que quero aqui: assimilar o jeito que Jesus tem de tratar cada um. Ações significativas só podem nascer de um bom coração.
Lembro do milagre de multiplicação dos pães “Cristo, o povo tem fome”. Os corpos pedem o que mastigar. Jesus atende e nos mostra o que fazer: multiplicar, distribuir. E “todos comeram e ficaram saciados. As sobras encheram doze cestos”. Você também está lá e partilha a alegria do povo. Jesus quer dar de comer a quem tem fome, ele faz o que ensina. O desprendimento do pouco por parte dos discípulos com a presença abençoada de Jesus faz acontecer abundância dos dons. O milagre do serviço e da partilha faz acontecer a alegria. Reflito sobre mim mesmo(a) para tirar algum proveito espiritual.
Procurando maior intimidade com Jesus, repasso os momentos principais da minha contemplação, confidenciando-lhe as idéias que experimentei – desoladoras e consoladoras— e respondendo aos apelos sentidos.  Aconselho-me com Ele para dar uma resposta pessoal e concreta a esse Evangelho.
Lembrete:
Em sua humanidade, Jesus triunfou sobre a morte. Abraçou tudo que era humano, sem jamais ser infiel ao Pai, a si mesmo ou a seus amigos. Viveu a vida com retidão e alegria. Agora Ele está confirmado eternamente em sua alegria – para estar com os filhos da humanidade.
Jesus agora vive em uma condição humana sem precedentes. Vive sem mancha nem defeito ou falta, sem ameaça de identidade ou de qualquer tipo de fim. Ele vive essa condição para os outros, para todos os outros seres humanos. Ele tem tremenda felicidade de partilhar essa nova condição humana com cada um de nós. Ele é como um homem inimaginavelmente rico que passa o tempo todo a dar sem parar, a ajudar sem parar. Só Jesus Cristo é Deus e vai para sempre dar e ajudar.

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