15 de abr. de 2012

PERFUME

“De manhã, muito cedo, Maria Madalena e outras mulheres vão ao túmulo, pensando em quem iria retirar a pedra da entrada. Um anjo lhes disse: “Ele ressuscitou, não está aqui”. Jesus aparece a Madalena” (Mc 16,1-11).
Indo para a oração, para o meu “santuário”, pergunto-me: “Aonde vou? Para quê?”. Faço minha oração preparatória como de costume, invocando o Espírito Santo. Acolho a Presença. Não estou sozinho!
Componho o lugar interior da minha oração: entro na casa do fariseu para a refeição, com Jesus, o convidado. Aceito um lugar em torno da mesa baixa. Todos se acomodam nas almofadas.
Peço a graça de conhecer e amar Aquele que neste Evangelho se revela o Mestre da Vida. Ele conquista, no amor, pessoas como nós para mudar de vida com generosidade. Que eu responda aos seus gestos e palavras dando novo rumo à minha vida, com desprendimento e entrega.
Observo, então, os convidados, Jesus, o fariseu, os seus colegas, a sua família... E Jesus... E eu... Como cada qual parece se sentir? Qual o “clima”? E eu, o que sinto?
Vejo a mulher Maria Madalena que todos conhecem como vendedora de sexo de luxo. Ela se atreve a entrar na sala, traz um frasco de alabastro caríssimo, cheio de perfume de precioso nardo, produto de exportação das montanhas do Himalaia. Ela chora, e banha com lágrimas e perfume os pés de Jesus. Enxuga-os com seus cabelos. Unge-os com o raro perfume. Beija-os. O perfume se expande por toda a grande sala e envolve a todos, a todos toca. Sinto. Percebo o que o meu coração diz. Rezo conforme o que percebo lá dentro.
O Senhor da vida convida você para um tempo de celebração. Agora coloque-se na situação de sair e celebrar. Busque cores e sons alegres, faça coisas que possam tornar os outros felizes.
O que quero: peço a Deus a graça de sentir-me contente e de alegrar-me intensamente porque Jesus Cristo ressuscitou com grande poder e glória.
Lembrete:
De manhã cedo, quando Pedro ouve o relato das mulheres, corre até o túmulo. Ao vê-lo, fica confuso. Mais tarde, estando sozinho, Jesus se apresenta a ele (Lc 24,9-12.34).

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