11 de fev de 2011

MEDO DO MEDO

              Pombos têm medo de gatos. Um dia um pombo ao ver um gato se aproximando, começou a tremer, fechou seus olhos e ficou gelado nos ramos de uma árvore. Fechando os seus olhos, o pombo pensou que o medo acabaria, pois estaria evitando o olhar do gato; é impossível. Ficando sem ver, o pombo se torna vítima do gato.
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            Manoel estava sentado contemplando as Florestas Amazônicas e, de repente, percebeu um movimento. Uma grande onça aproximou-se e parou a dois metros dele. Era uma beleza! Um corpo grande, um animal esplêndido com aparência espetacular. A sua forma perfeita, seus olhos brilhantes e coloridos com majestade, escondiam a fera. Manoel perdeu-se em admiração. O medo não entrou na sua mente. Manoel e a onça olhavam-se mutuamente. A onça pensou: “Quem será este homem concentrado em tanta admiração por mim?” Chegou mais perto e sentiu o calor do corpo de Manoel. Antes de retirar-se, virou-se e olhou Manoel uma vez mais. A onça comportou-se assim porque notou que Manoel não tinha nenhuma vibração de medo nem respiração alterada. Gostou da postura de Manoel e foi embora.
Dizem também que podemos olhar nos olhos de qualquer cachorro sem problemas, quando o fazemos sem medo.
            Joaquim é exatamente o contrário. Andava pelo Pantanal observando a natureza, os belos arbustos e as águas refletindo o brilho do sol. Os olhos dos jacarés apareceram nas ondas do lago. Tudo parecia perfeito até o momento que chegou uma onça grande e feroz. Joaquim correu com toda sua força. Notou que a onça o seguia, em grande velocidade e que estava diminuindo a distância entre eles. No seu medo, caiu. Joaquim nunca havia feito uma oração; considerava-se um ateu. No desespero, gritou: “Deus me ajude!” Falou com honestidade; não queria ser hipócrita. “Invés de me converter, faça da onça um Cristão”. Uma luz brilhante apareceu e, de repente, a onça parou e juntando suas patas, rezou: “Dou graças a Deus por estes benefícios que estou recebendo do Senhor”.
            Medo do “medo” é pior que o próprio medo. O medo desaparece quando o medo do “medo” não aparece. Manoel não tinha medo. Uma mente equilibrada é muito importante, porque não deixa o medo nos destruir. Devemos buscar coragem em todas as situações.
            O Mestre falou: “Não tenha medo, estou aqui”.

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