4 de dez de 2010

APEGANDO-SE À ILUSÃO

   Quando nós nos apegamos a alguma coisa, destruímos a vida. Quando se prende a alguma coisa, paramos de viver.  Isso podemos ler em todas as páginas do Evangelho. “-Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga.”. E isso também se alcança através do entendimento. Por exemplo, quando estou apegado, estou preso. O cavalo amarrado a uma carroça está preso. No campo comendo grama está livre. Vivemos nos apegando as nossas ilusões que vêm principalmente das nossas emoções; estamos freqüentemente errados. 
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   A felicidade não é a mesma como a emoção. Geralmente é uma ilusão, quer dizer, de pensar que uma emoção mostra a realidade.
   O desejo provoca a ansiedade e mais cedo ou mais tarde sofreremos as conseqüências.  Por exemplo, quero namorar com Joana; sinto uma emoção de alegria andando de mãos dadas com ela. Se logo percebo que ela também está namorando Pedro, fico triste. É outra emoção. Tenho que procurar a realidade verdadeira para ser feliz.
   Quando tivermos sofrido bastante, estaremos prontos para percebermos que emoções não dão felicidade. Se estamos nos alimentando com emoções e não com a realidade, vamos sofrendo mais e mais.  É como alimentar um cachorro com doces e bebidas. Não se alimenta um cachorro dessa forma! É como alimentar seres humanos com drogas. Precisamos de alimento bom, sólido, nutritivo! Temos que aprender isso por nós mesmos. Um professor ou guru não pode causar-nos entender e viver assim.
   Outra ilusão é a de que outra pessoa pode nos ensinar a realidade. Nem mesmo o maior
professor do mundo pode dar um simples passo por nós. Devemos fazer isso sozinhos.
   Santo Agostinho disse algo maravilhoso: “O próprio Jesus Cristo não pôde fazer coisa alguma por seu povo”. Ele manda a graça. Temos que aceitar.
   Lembre-se daquele provérbio Árabe: “A natureza da chuva é a mesma, mas ela faz com que espinhos cresçam nos pântanos e flores nos jardins”. É nossa decisão e aceitação que é importante.
   Somos nós que temos que trabalhar.  Ninguém mais. Somos nós que temos que digerir nosso alimento. Nós temos que entender. Ninguém pode entender por nós. Somos nós que temos que procurar. Ninguém pode procurar por nós.
E se procuramos a verdade, então nós devemos fazê-la. Não devemos nos apoiar nos outros. Somos nós que com a graça Divina dirigimos nossa vida.

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