4 de set de 2013

SIMEÃO (Lucas 2,21-38)

“Reino da terra, cantai a Deus, cantai hinos ao Senhor”. (Sl 68,33)
Mesmo que possuísses todos os bens da criação, não terias alegria nem felicidade. Só em Deus que tudo criou, se encontra toda ventura e felicidade: não como as vêem e cantam os loucos amantes do mundo, mas como as esperamos verdadeiros discípulos de Cristo, como às vezes antegozam as pessoas espirituais e os puros de coração, cuja pátria está nos céus (Fl 3,20).
Quando Jesus completou oito dias, seus pais o levaram ao templo para que recebesse seu nome e fosse abençoado. Segundo a lei hebraica, era o que os pais tinham de fazer. Era uma das regras dadas por Deus a Moisés havia muito tempo: os pais deveriam agradecer a Deus por seus filhos.
Assim que os dois terminaram de dar graças a Deus, viraram-se e viram um homem muito velho que os observava. Ele olhava para o bebê que Maria carregava carinhosamente nos braços. Maria sorriu, e o velho se aproximou.
Ele esticou a mão e acariciou a cabeça de Jesus. Em seguida, pegou a criança e a segurou no colo. “Eu lhe agradeço, Senhor, já posso ir em paz”, disse. “Acabo de ver a Luz que irá mostrar ao mundo inteiro o caminho de Deus.”
José e Maria ficaram muito impressionados com tudo que o velho Simeão dizia. Ele contou que Deus lhe prometera que não morreria sem antes ver o Messias. Fora o Espírito de Deus que dissera a Simeão que o Salvador estaria no templo naquele dia. “Este é o Salvador”, disse.
Lembrete:
Aqui precisamos recordar a tradição a respeito da “vocação”. Ainda acreditamos que Deus, o Criador e Senhor, importa-se o bastante e com detalhes grandes o bastante para ter esperanças ou desejos a respeito do que cada individuo faz com sua vida? Nossa tradição sugere fortemente que Deus é muito grande e tem tais esperanças para nós. Então os desejos de que estamos falando formam a esperança em cada um de nós, a expressão mais íntima e mais concreta do que todos costumávamos chamar de “vontade de Deus”.
Deus me cria com um propósito e me dá, em meu íntimo, os desejos que – se eu livremente segui-los e os puser em prática – vão me levar a viver uma vida significativa, cheia de sentido profundo e baseada no amor. A verdade última é que os desejos que Deus desperta em cada um e em todos nós levam ao eterno Reinado de Deus. 

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