17 de jan de 2011

DROGAS NA ESCOLA

    Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) divulgaram, recentemente um levantamento inédito sobre o consumo de drogas entre estudantes de escolas paulistanas. O estudo teve a participação de 5.226 alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio, em 37 escolas. 
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     De todas as drogas o álcool se mostrou, de longe, a mais usada: 40% dos estudantes haviam bebido no mês anterior à pesquisa, enquanto 10% haviam consumido tabaco, a segunda droga mais prevalente, O álcool é também a droga que começa a ser consumida mais cedo, com média de idade de 13 anos. O primeiro consumo de álcool ocorreu em casa para a maior parte dos entrevistados: 46%.
     Muitas vezes as campanhas preventivas são focadas em drogas como maconha e cocaína. O estudo mostrou que cerca de 80% dos estudantes do ensino fundamental e 70% do ensino médio nunca usaram qualquer droga exceto álcool e tabaco. Mesmo entre os adolescentes que utilizaram outras drogas, nada se aproximou do padrão de consumo caracterizado pelo comportamento binge relacionado com o álcool, comportamento que acontece quando uma pessoa perde o controle momentâneo, consumindo rapidamente uma grande quantidade de álcool em um curto período de tempo.
     Segundo o estudo, o primeiro consumo de álcool ocorreu principalmente na casa do adolescente (46%), na casa de amigos (26%). A bebida foi oferecida pela primeira vez por familiares (46%) ou amigos (28%). Apenas uma parcela de 21% respondeu “peguei sozinho”. Os meninos deram preferência à cerveja e as meninas às bebidas: batidas, caipirinha e vinho.
     O tabaco, assim como o álcool, esteve mais associado a alunos do ensino médio: 33% dos alunos experimentaram alguma vez na vida, contra 14,8% do ensino fundamental. Os fumantes regulares correspondem a cerca de 4% dos estudantes do ensino médio e menos de 1% do ensino fundamental. Meninos e meninas fumam em quantidade e freqüência semelhantes.
     A freqüência de consumo de álcool foi maior nas escolas públicas. Mas nas particulares, os estudantes que bebem estão mais sujeitos ao exagero.O adolescente que arrisca no consumo de drogas também se arrisca em outros aspectos da vida. As ações preventivas não devem focar apenas nas substâncias psicoativas, mas o desenvolvimento do adolescente em relação a comportamentos agressivos, hiperatividade e dificuldades de aprendizado.
     Outros fatores de risco para o comportamento “binge”, segundo a pesquisa, foram o sexo (o risco aumenta em 70% entre os meninos), idade (50% para cada ano a mais), pais separados (30% mais risco), não confiar em Deus (40%) e não conversar com os pais (60%). A condição socioeconômica também influencia: o risco é duas vezes maior entre os alunos das escolas com mensalidade acima de R$ 1,2 mil.
      Apesar de a condição socioeconômica ter sido um fator de risco em relação ao “binge drinking”, é impressionante a semelhança entre os padrões de consumo e os tipos de drogas presentes nas escolas privadas e públicas. Notamos grandes diferenças com resultados de outros países, mas os estudos feitos aqui sugerem que há uma cultura brasileira de consumo de drogas e álcool e tabaco são as piores.Para a solução sugiro: Comunidades Terapêuticas, Trabalho Ambulatorial ou “Imersão” e Amor Exigente. É evidente que quem pratica honestamente a sua religião não tem problema com álcool e outras drogas.

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