7 de jan de 2011

DOIS FAZENDEIROS

Dois irmãos, um solteirão, o outro casado, possuíam uma fazenda. Metade dos grãos produzidos  foram para um irmão, metade para outro. Em princípio, tudo correu bem. O casado pensou: “Isto não é justo. Meu irmão não é casado e recebe metade da produção da fazenda. Aqui estou eu, com mulher e cinco filhos, a fim de ter toda a segurança de que preciso para a velhice. Mas quem cuidará de meu pobre irmão quando ele ficar velho? Com isso ele se levanta, entra às escondidas na casa do irmão e despeja uma saca de grãos no celeiro. O solteiro pensou: “Isso simplesmente não é justo. Meu irmão tem mulher e cinco filhos e recebe metade da produção da fazenda. Ora, eu não tenho de sustentar ninguém além de mim.
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Assim é justo que meu irmão, cuja necessidade é, obviamente, maior do que a minha, deva receber mais sacos de grãos do que eu. Uma noite, saíram da cama ao mesmo tempo e se colidiram, cada um com uma saca de grãos às costa.
Muitos anos mais tarde. Quando a gente da cidade quis construir um templo, escolheram o lugar onde os dois irmãos se encontraram.
A base de uma vida espiritual e feliz é ter desapego a todas as coisas. Tal vida é difícil e dura, porém dá paz, alegria e tranqüilidade. Capacidades pessoais são os talentos e os dons da natureza. Temos dons sobrenaturais, as consolações ou desolações interiores, a posição que nós ocupamos na sociedade, o emprego, a habitação, as pessoas com quem convivemos.
Ainda que todas as criaturas sejam indiferentes entre si e, em si mesmas, contudo, em casos particulares, há muitas criaturas que devemos evitar e rejeitar com todas as forças de nossa alma, bem como há outras que a Lei Divina e nosso estado de vida, como a justiça e a caridade nos obrigam a conservar e a abraçar. Santo Inácio dizia: “De tal maneira que, de nossa parte, queiramos mais saúde que doença, riqueza que pobreza, honra que desonra, vida longa que breve, e assim por diante em tudo o mais”.          A natureza prefere a saúde e tem horror à enfermidade e isso tão fortemente que, embora possamos fazer-nos indiferentes á saúde ou á enfermidade, quando esta chega, a sensibilidade protesta e suporta com pesar seus incômodos. Todavia, é preciso fazer-nos indiferentes porque, se é verdade que com saúde muitos se salvaram, outros, que com saúde talvez se tivessem desviado do caminho e obtiveram, com enfermidade do corpo, a saúde da alma. Quer isso dizer que saúde e enfermidade e outras condições também são puros meios aos quais só se deve atender se conduzem, ou não, à salvação. Um bom cristão pensa assim. 

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