7 de jul de 2013

COMÉRCIO

“Ergue da poeira o indigente, da imundície levanta o pobre, para fazê-lo sentar-se entre os príncipes, entre os príncipes do seu povo” (Sl 113,5-8).
Preparando-me: procuro o melhor lugar que puder para recolher-me e, aos pouco, entro no “santuário” interior.
Acolho a presença de Deus: não estou sozinho. Invoco o Espírito Santo do Pai e do Filho. Lembro-me: o texto indicado presta-se para uma contemplação evangélica de Jesus limpando o Templo.
Recorde o fato relendo, brevemente, João 2,13-22.
Com os olhos da imaginação, entro na cena, toco o acontecimento: estou nos espaços do Templo tomados por um intenso comércio. Ali também está Jesus, indignado com a ofensa feita ao Pai e aos seus filhos e filhas, impedidos de adorar livremente na Casa de Deus.
Pedido sabedoria divina: conhece Jesus “por dentro”, nas atitudes que ele toma, para me deixar conduzir por Ele na decisão do rumo da minha vida.
- Agora, contemplando, olho para os grandes negociantes, comerciando ovelhas e bois, ou fazendo câmbio de todo tipo de moeda nas suas bancas. Reparo também nos pequenos vendedores de pombas e rolinhas.
Fé que promove a justiça. O objetivo é criar homens imbuídos de uma fé que reconheça a obrigação de trabalhar pela justiça no mundo. “Homens para os outros”, homens e mulheres que vivam a serviços dos outros, em especial dos mais necessitados.
- Jesus chega. Vejo como está indignado, faz um molho de cordas e vai derrubando as bancas dos cambistas, tangendo os rebanhos, expulsando os vendedores do Templo. Reparo nas mesas derrubadas, nas moedas rolando, no tumulto das pessoas, nas reações de susto, raiva, assombro, simpatia... E eu? Como reajo? O que sinto? Alegro-me? Estranho? Censuro? Rezo o que me ocorrer, ou louvando e agradecendo, ou me abrindo em confidências, ou fazendo pedidos e súplicas.
- Ouço o que Jesus diz aos modestos vendedores de pombas e como Ele o diz: “Tirem isso daqui. Não façam da casa do meu Pai um mercado”. Observo como Jesus age com delicada firmeza com os pobres, reservando a sua maior severidade para os poderosos comerciantes.

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