18 de mar de 2011

O GRANDE PRÊMIO

Conta-se que Cleópatra foi, certa vez, ao mar pescar com Marco Antônio. A rainha, logo que lançou o anzol, apanhou muitos peixes, que ia recolhendo com grande festa. O imperador, pelo contrário, estava todo confuso, porque não lhe acontecia o mesmo. A rainha, para consolá-lo, disse-lhe com graça: Nasceste para pescar reis e reinos. Também o homem nasceu para pescar reis e reinos, isto é, para possuir, com a visão beatífica, o Rei dos reis, e conquistar, com seus esforços, o Reino da glória.
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Ao contemplar a grandeza da glória, que a salvação nos proporciona, desejaríamos já mergulhar nesse mar de felicidade. Os grandes prêmios, porém, não se alcança sem grandes trabalhos, como nos admoesta São Paulo: “O atleta só recebe a coroa se lutou conforme as regras” (2Tm 2,5). Sobretudo, devemos tomar as seguintes resoluções:
            Tendo sido criados para gozar de Deus por toda a eternidade, devemo-nos encher de entusiasmo, e não ocupar nossos afetos só em objetos terrenos com desejos de prazeres mundanos.
            Em todas as obras, devemos procurar agradar a Deus e fazer tudo por sua glória à maneira do girassol, que segue o Sol desde que nasce até o momento em que se põe, ou como a agulha da bússola que aponta sempre para o pólo norte. Isso não quer dizer que descuidemos dos outros negócios humanos. Assim como o timoneiro, mesmo em pleno mar, não perde o rumo de seu caminho, também nós, em todas as ações, mesmo as menores, devemos ter sempre o objetivo de agradar a Deus e fazer todas as suas vontades, segundo o conselho do Apóstolo: “Portanto, quer comais, quer bebais,o que quer que façais, fazei tudo para a glória de Deus” (1Cor 10,31).
            Não nos deixemos enganar com os bens desta terra, semelhantes ao corvo que Noé soltou da Arca, o qual não voltou como a pomba, mas ocupou-se em devorar os cadáveres que boiavam à tona da água.
            Certo dia, um viajante estava caminhando pela estrada, quando um homem a cavalo passou depressa por ele. Tinha uma expressão malvada nos olhos e sangue nas mãos. Um pouco mais tarde, um grupo de cavaleiros aproximou-se querendo saber se o viajante tinha visto passar alguém com sangue nas mãos.  Tinham muita pressa de alcançá-lo. “-Quem é ele?” perguntou o viajante. “-Um malfeitor.” disse o chefe do grupo. “-E vocês estão atrás dele, a fim de entregá-lo à justiça?” “-Não” respondeu o líder. “-Estamos atrás dele a fim de ensinar-lhe o caminho.”
             Vamos usar bem e gozar das criaturas deste mundo enquanto nos levam ao Criador.

2 comentários:

  1. Yoga Cristã?

    isso eh novidade pra mim =]

    o assunto me deixou muito interessado, pricipalamente em relação ao grupo de estudos e tal.

    Estarei seguindo aqui, acho que terei belas reflexões por aqui...

    Abrç

    ...

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  2. Anônimo18/3/11

    Querido Pe Haroldo, olá meu nome é Ana Paula e eu tive um irmão, Ulysses Roberto Sarmento Júnior que foi interno na Fazenda do Senhor Jesus no ano de 1994. No ano de 1996 ele faleceu e esse fato fez com que meus pais caíssem em profunda depressão. Meu pai é Psicologo e minha mãe professora, conhecem muitos recursos de ajuda, são bem informados e instruídos, mas estão mergulhados na mais profunda tristeza. Enquanto meu irmão foi vivo, estivemos empenhados junto a ele na luta contra a cocaína, frequentando os grupos, dando apoio ou "saíndo de cena" quando necessário. Apesar da morte repentina e triste do meu irmão (overdose), tivemos a oportunidade de nos reparar-mos mutuamente de todas as mazelas cravadas em nossas almas, através dos doze passos e de todo o trabalho proposto pela fazenda junto aos internos e a nós familiares. Sei que o senhor é muitíssimo ocupado e que casos como esses lhe são corriqueiros, no entanto, lhe peço de coração que, quando tiver um tempo, se puder ler este pedido, goataria de saber que recursos o senhor indicaria para um casal que, perdeu um filho para as drogas, recobrassem a alegria de viver, pois já se passaram 15 anos do ocorrido e a cada dia que passa, vejo a relação deles se deteriorando, estão cada vez mais introspectivos, reativos, apavorados, não se relacionando com as pessoas e com o mundo, presos num mundo só deles, repleto de angústias e de culpas. Se o senhor puder, me mande uma palavra ou uma proposta para tentar trazê-los a tona! Tenho pelo senhor profundo amor, carinho e respeito. Sinto todo conforto do mundo ao saber que meu irmão não morreu na ignorância, pelo fato de ter passado pela fazenda e por tê-lo conhecido, pois seu encontro com Deus aconteceu aí, junto de vocês, com momentos de sobriedade, de reparações profundas, de autoconhecimento e principalmente de muito amor.
    Desculpe por me alongar.
    Com amor
    Ana Paula Sarmento Marques.
    e-mail: napaulasarmento@yahoo.com.br

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