9 de mai. de 2012

O SEGREDO

“A minha casa é uma casa de oração” (Lc 21,46).
Milhões e milhões de anos, na nossa contagem terrestre do tempo, levou o Criador preparando um simples grão de mostarda ou um ser humano. Desde sempre preparou a Virgem Maria para que nela fosse gerado, por obra de seu Santo Espírito, Jesus, Nosso Senhor. Jesus, por sua vez, preparou os corações e mentes dos discípulos. E também os fez participantes deste “ministério e mistério” de preparação, em particular da preparação da Santa Ceia.
Mostramos que aprendemos a lição amorosa do Pai. Ele nos prepara para mergulharmos na contemplação do Ministério da Morte e Ressurreição do Salvador do Mundo, o Mistério Pascal.
Levemos em conta dois pontos nos mistérios da Paixão, a saber:
• “Como Cristo Nosso Senhor padece na Humanidade ou quer padecer...esforçando-me por condoer-me, entristecer-me e chorar...”
• “considerar como a Divindade se esconde: poderia destruir seus inimigos e não o faz; e deixa tão cruelmente sua sacratíssima humanidade”
Empenhamo-nos seriamente em nos condoer, até as lágrimas, diante da Paixão e Morte na Cruz do Nosso Senhor. Afinal, louvamos o palhaço que esquece da sua dor e se empenha em fazer rir, alegrando a criançada. Também observemos que o grande escândalo do mundo é que Deus poderia impedir tanta miséria e dor, e não o faz. Não destrói os seus inimigos e perseguidores, os seus maus juízes e carrascos.
Meditação:
Podemos descobrir, com o auxílio do Espírito, a Paciência amorosa do Pai e nos envergonhar da nossa impaciência e do nosso recurso fácil à violência.
Entre o segredo do coração de Jesus. Nosso Pai celestial, que ouve o que você lhe diz em segredo, há de recompensar você. Diga o nome de Jesus. O Nome que lhe foi dado para a sua salvação. Diante desse Nome único “se dobram todos os joelhos: no céu, na terra e nos infernos”.

8 de mai. de 2012

CORAÇÃO DE JESUS

“Senhor, ensina-me a orar?” (Lc 11,1).
Preparo-me para o encontro pessoal com Deus no lugar escolhido e na hora marcada. Não esquecerei a oração preparatória.
Procuro imaginar o esplendor do Templo, onde o povo escuta avidamente a Jesus e de penetrar nos sentimentos do seu coração.
“Acabando de pregar no Templo, Jesus voltava Betânia” – Jesus gostava de se hospedar em Betânia, apesar da distância. Procuro perceber o que se passava no amoroso e sensível Coração de Jesus nestas caminhadas, sabendo-se ameaçado de morte. Vou com Ele...
Em Betânia, junto-me como amigo aos três irmãos de Jesus: Lázaro, Marta e Maria. Gozo também desta amizade. Peço a Jesus que eu possa compreender as exigências do plano de salvação, que está para se concretizar em Jesus, o enviado do Pai.
E agora repasso com Jesus as horas em que sofri hostilidade e me vi ameaçado, examino-me: como tenho procedido? Onde encontrar sempre refúgio, ânimo e paz? Rezo.
Finalizo a oração com um fervor maior, recolhendo as boas moções que ocorreram durante a contemplação e respondendo ao que o Espírito me sugere
Meditação:
Jesus é o mestre da oração. Seu exemplo e seu testemunho fizeram os discípulos lhe pedirem: Senhor, ensina-me a orar? (Lc 11,1). Como não sabemos como devemos rezar, o Espírito intercede por nós, com gemidos inexprimíveis. Aquele que conhece profundamente os corações (o Pai) sabe qual é o desejo.
Também queremos conhecer o que Jesus disse. Queremos repetir os ditos de Jesus muitas vezes. Continuamente re-lembramos as palavras de Jesus porque são muito profundas e verdadeiras. Temos certeza de que as palavras que lemos nas traduções dos Evangelhos, são fiéis àquilo que Jesus realmente disse em sua língua.

7 de mai. de 2012

PREGAÇÃO NO TEMPLO

“Ele ficava cada dia a ensinar no Templo” (Lc 19,47-48).
Preparo-me para o encontro pessoal com Deus no lugar escolhido e na hora marcada. Não esquecerei a oração pessoal.
Procuro imaginar o esplendor do Templo, onde o povo escuta avidamente a Jesus, pentrando nos sentimentos do seu coração.
Todos os dias ele ensinava no Templo. Acompanho Jesus indo ao Templo para missão-chave recebida do Pai: “anunciar a Boa-nova”. Revela-se fiel ao Pai. Ele é o verdadeiro Mestre-Rabi.
Procure ouvir cada palavra saída de sua boca, sempre atento às nossas reais necessidades. Palavras cheias de sabedoria, palavras firmes e ardentes, impelidas pelo seu coração, unido pelo Pai no Espírito. Palavras de vida, quer nos agradem, quer nos desagradem.
Coloco-me ao lado de Jesus, empenho-me em perceber como o Seu Reino é diferente. Não é, certamente, o “reino” dos bons negócios, do lucro a qualquer preço em qualquer lugar.
Ele agora está “jurado” de morte. Fixa os olhares dos que o ameaçam. Fixo o olhar de Jesus. Expresso-lhe o que me vem ao coração (coragem ou medo, esperança ou descrença, etc.) quando ele enfrenta ingratidão e incompreensão.
Ao contemplar a vida de Jesus, nosso propósito é vir a conhecê-lo melhor – não da maneira como o biblista conhece as Escrituras ou o historiador a biografia de alguém, mas da maneira como amigos se conhecem. Quanto mais se conhecem, mais se gostam. E, em geral, conhecem-se mais a si mesmos também.
Queremos conhecer e gostar de Jesus porque cremos ser Ele o Caminho de vida para nós. Ele também é imensamente digno de amor em Si Mesmo e atraí milhões a amá-lo de todo o coração. Jesus escolhe não ser apenas Senhor, mas amigo. Com seus milagres maravilhosos e as suas palavras de amor Ele se torna realmente amigo dos que O aceitam.

6 de mai. de 2012

SE DOOU ATÉ O FIM

“Javé verá isto e pedirá contas!” (2Cr 24,20-23).
Na sua Paixão e Morte de Cruz, Cristo, nosso Redentor, se doou até o fim. Talvez não sintamos ainda ânimo para dar também. Reparemos, o mundo tem muitos dirigentes de sociedades filantrópicas, ONGs, congregações e famílias religiosas. Se cada um de nós olha para si, verifica que tem, se não dinheiro, algum tempo para dispor, alguma coisa para colocar a serviço. Todos somos convidados a aprender e praticar a arte de saber doar!
Pedimos agora, o auxílio divino de Deus, saber a resposta da pergunta crucial: “Que devo fazer por Cristo?”. Suplicamos a graça de “ter a determinação deliberada de imitar Jesus Cristo” também no real caminho da Sua Cruz.
Propomos a dinâmica do amor “até o extremo”. Esta é a dinâmica do Espírito do nosso Batismo, que vai nos “configurando” com Cristo. No Batismo somos profetas, reis e sacerdotes.
O Espírito do Amor nos conduz a um amor livre, novo e total: “Amar tudo n’Ele e Ele em tudo”.
Podemos e até devemos nos dar, doar o nosso tempo e os nossos recursos para nossos parentes e amigos, mas observemos três pontos, para garantir a qualidade do amor que leva a doar e a liberdade da doação:
“O amor, que me move, desça do alto, do amor de Deus nosso Senhor”.
“Deste modo, que, antes, sinta em mim que o amor maior ou menor que tenho a amigos e inimigos.”
“Que resplandeça Deus na causa pela qual mais amo estas pessoas.”
Lembrete:
O contrário de orar é assassinar.
 “Geração de assassinos”: A história do assassinato de Abel por Caim (Gn 4,1-16) é bem conhecida. Tomou-se mesmo símbolo do lado medonho das relações humanas. É o primeiro homicídio relatado pela bíblia. Ora, o último assassinato narrado pelo Antigo Testamento foi justamente o desse Zacarias, do qual fala Jesus. Filho do sacerdote Jojada, Zacarias, “revestido pelo Espírito de Deus”, denunciou a traição dos israelitas, que abandonaram Javé e se tornaram adoradores dos ídolos. Então, “eles se coligaram contra ele e, por ordem do rei, apedrejaram-no sobre o pavimento do Templo de Javé”. 
Atingido mortalmente, Zacarias gritou:
“Javé verá isto e pedirá contas!” (2Cr 24,20-23).

5 de mai. de 2012

MONTADO EM UM JUMENTINHO

“Eis que teu Rei vem a ti humilde e, montado numa jumenta” (Mt 21,5).
Preparo-me com algum exercício de pacificação que me seja útil. Faço um gesto de carinho, reverência e acolhimento perante a Trindade. Recordo a história do dia de Ramos, relendo o texto.
Compondo o lugar interior da contemplação, como discípulo, vou buscar o jumentinho, para Jesus montar. Não é a montaria dos reis deste mundo. É a montaria dos humildes. Esqueço as minhas expectativas triunfalistas e peço, aqui, a graça de mais conhecer Jesus, para mais amá-lo e melhor segui-lo.
Jesus monta. Estendemos nossas capas. O que eu quero colocar ao seu serviço a esta altura da caminhada?
A multidão forma alas ao longo da estrada para acalmá-lo. Atapetam o chão com seus mantos e folhagens. Agitam ramos de palmeira, sinais de vitória. Todos gritamos: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!”. Como meu coração aclama Jesus? Com calor? Com frieza? Rezo conforme sinto.
Reflito: nos momentos de entusiasmo, tenho esquecido o Evangelho e começado a formular propósitos e tomar decisões sem consultar o Espírito? Sem esperar receber “o selo de garantia” de sua consolação espiritual? Vou fazendo como acho ou tenho o cuidado de retirar-me, como Jesus, para consultar o Pai? Procuro Jesus?
Lembrete:
Vamos observar a fantasia do Sol. Jesus é a luz do mundo. Vejo o sol, noto que o espelho está cheio de luz. Emite tanta luz que eu ficaria cego se olhasse diretamente para ele. Então, percebo que a luz é a luz solar. O sol derrama sua luz no espelho, sem reter nada de sua força e seu brilho. O espelho aceita toda a luz do sol que lhe cabe e que pode receber. Não deixa que suas manchas grandes e pequenas tenham importância; são insignificantes comparadas à luz que o espelho aceita. Então o espelho lança de volta para o sol toda a luz que se derrete em seu coração. Não retém nenhuma luz. Tira toda a luz de seu coração.
Em seguida, deixo a fantasia terminar tranquilamente. Digo a Deus meu Criador e Senhor, todas as coisas que vêm do meu coração.
Entro em colóquio com o meu Senhor e Salvador. Concluo rezando o Pai Nosso.

4 de mai. de 2012

O DIA DE RAMOS

“O povo em multidão estendeu as vestes sobre o caminho” (Mt 21,8).
Preparo-me com algum exercício de pacificação que me seja útil. Faço um gesto de carinho, reverência e acolhimento perante a Trindade. Recordo a história do dia de Ramos, relendo o texto.
Compondo o lugar interior da contemplação, como discípulo, vou buscar o jumentinho para Jesus montar. Não é a montaria dos reis deste mundo, a montaria dos humildes em Israel. Esqueço as minhas expectativas triunfalistas e peço, aqui, a graça de mais conhecer Jesus, para mais amá-lo e melhor segui-lo.
Foi ali no quintal da casa dos amigos em Betânia, que Jesus começou a preparar a Hora de sua entrega definitiva. Ponho-me lá, pois o Evangelho está aberto para mim. Acato a sua ordem de ir buscar a jumenta e o jumentinho. Escuto bem o que Ele diz: “Ide desamarrá-los e trazei-os. Se alguém disser alguma coisa, respondei: ‘O Senhor precisa deles’”.
Indo cumprir o desejo do meu Mestre, quero ir refletindo com meus companheiros: “Por que será que o Senhor escolheu uma montaria tão popular, tão humilde, para entrar em Jerusalém? Não seria melhor um cavalo, como os dos nobres romanos?”. E reflito sobre mim mesmo para tirar algum proveito espiritual.
Posso também considerar que serviços simples Jesus nos pede para colaborarmos com sua obra de salvação: ela dá chance a todos nós, incapazes de grandes e heróicos gestos.
Imagino que caí, não no sol, mas na vida de Cristo, caí no Filho de Deus, caí em Deus. Descanso nessa divina Presença. Na quietude, percebo que estou na Fonte de toda vida e toda existência. Descanso realmente ali, quer preste, ou não preste atenção. Percebo que descansar em Deus significa não sentir nenhum sopro nem vagalhão, nenhum estrondo nem som. Estou muito calmo. Deus é o que age, em tudo.
Lembrete:
Conquistar um objetivo requer toda a atenção; o mesmo ocorre quando se trata de mim. Me seguir exige toda a sua atenção e toda a sua força. Não podes te consagrar a outra causa e continuar me seguindo. Deves esquecer todo o resto. Jesus é importante!

3 de mai. de 2012

“UNÇÃO”
“Maria de Betânia ungiu, segundo São João, os pés de Jesus, numa ceia em Betânia. Gesto de bondade, que o Mestre agradeceu” (Jo 12,1).
As pessoas vão à praia e se “ungem”, “untam” com protetores solares e bronzeadores. Depois há quem se unta com cremes hidratantes. Muitas mães “untam”, “ungem” seus bebês com óleo suave. Os enfermos, tantas vezes, precisam de pomadas para protegê-los de feridas e assaduras. O óleo favorece um toque leve. Maria de Betânia ungiu, segundo São João, os pés de Jesus, numa ceia em Betânia. Gesto de bondade, que o Mestre agradeceu (Jo 12,1).
Jesus nos é apresentado pelo Evangelista numa ceia onde conta com bons amigos e seus queridos discípulos. A ação de Maria, irmã de Marta e de Lázaro, o amigo, é bem vinda para os pés do divino caminhante. Lavar e perfumar os pés era um gesto comum entre os bem educados naqueles tempos de sandálias sem meias e caminhos poeirentos.
Não há barulho em estrépito no lava pés. Nem o perfume que encheu o ambiente fez o mínimo rumor. O ruído aparece na comunicação: Judas reclama. Aquele dinheiro, que poderia ter sido obtido da venda do perfume, e caído na bolsa comum do grupo, de onde ele costumava fazer apropriações indébitas, doeu-lhe no coração mal disposto em relação a Cristo.
A vontade de Deus é nossa paz. Não a paz do silêncio e da morte, mas a tranquila paz de um amor dinâmico e maravilhoso. É isso o que Deus espera sobre a terra.
Observamos que há disposições contrárias nos corações em relação a Jesus, ao Evangelho, ao Reino do Pai. Nos corações bem dispostos, o Espírito Santo se move sem ruído. Está à vontade, em sua casa. Quem faz barulho é o espírito inimigo, Anticristo, pois este é o ladrão (ver Jo 10,8), não conhece a casa e esbarra aqui e ali.
Meditação:
Imagino que Jesus e os discípulos, naquele tempo, não ungiam-se para nadar e pescar como nós fazemos. Os discípulos foram ao mar da Galiléia para pescar quando Jesus ressuscitado se manifestou a eles durante o amanhecer.
Segundo Mateus, Jesus mesmo, na última ceia, havia marcado um encontro com os apóstolos na Galiléia:
“Mas, depois que eu ressuscitar, eu vos precederei na Galiléia” (Mt 26,32). Lá foi a pesca milagrosa.

2 de mai. de 2012

QUEBRAR FRASCOS

“Teus fiéis ao ver-me terão alegria porque esperei na tua palavra” (Sl 119,73-80).
Observo Jesus e a mulher Maria, irmã de Lázaro em Betânia. Que sentimentos passam pelo Coração de Jesus, sabendo que esta unção o prepara para a sepultura? E os sentimentos de Maria? Observo os olhares que se encontram e se comunicam. Há um reconhecimento de que aquele gesto de filial intimidade é revestido do sagrado, do puro, do generoso. É um gesto esponsal! Sinto o perfume deste gesto e reflito sobre mim mesmo, para tirar algum proveito.
Composição, vendo o lugar: com imaginação, deixo que as palavras do evangelho me levem a estar presente neste jantar, seis dias antes da Páscoa. É um jantar festivo, especial, onde se dá “a unção de Betânia”. Peço a luz de um coração livre, sensível, generoso e leal no amor e na amizade para com Jesus, que me faça capaz de quebrar os meus frascos para espalhar o perfume da alegria, da doação, do amor fiel e sincero.
Reflito: é próprio da mística cristã seguir por altos e baixos que parecem contraditórios. O gesto de elevada beleza de Maria é assinalado, por Jesus pela lembrança de sua morte e sua sepultura, tão próximas. Na história de Jesus também ficamos sensíveis à alegria pelo dom do Menino, lembro-me que, por amor, o Senhor nasceu no Natal, em pobreza, depois mais tarde de tantos trabalhos, injúrias e afrontas, vem a morrer na Cruz. Seu amor maior é a entrega total.
Lembrete:
Na imaginação recordo uma maneira de, metaforicamente, entrar “dentro” de Deus: imagino-me de pé diante do sol. Não vejo onde ele termina porque é tão imenso. Surpreende-me que ele não me queime. Então fico ainda mais surpreso ao sentir que estou caindo em direção ao sol. Primeiro, começo a flutuar em massas de fogo. Sua incandescência vem de dentro e elas me envolvem. Sou engolfado em um grande estrondo, tão alto que chego a senti-lo. Continuo a cair para dentro. Então chego as nuvens de fogo dourado. Elas me fazem luminoso e sinto meu rosto brilhar. O estrondo diminui. Continuo a cair para dentro e chego ao lugar de uma fissão atômica prateada. Agora não ouço nenhum estrondo, mas um concedido som fatigante. O ar incandescente fica mais parado. Chego ao centro do sol. Não ouço som algum. Não sinto nenhum sopro ou movimento, apenas silêncio total. Descanso na quietude. Estou dentro de Deus e Deus está dentro de mim.

1 de mai. de 2012

JANTAR FESTIVO

“Pai, eu te dou graças porque me ouves!” (Jo 11,33).
Deixa-a! Ela guardou este perfume para o dia de minha sepultura. João 12,7
Preparo-me para o meu encontro pessoal com o Senhor. Recordo a história da ceia em Betânia, relendo a passagem indicada: Jo 12, 1-8.
Composição, vendo o lugar: com imaginação, deixo que as palavras do evangelho me levem a estar presente neste jantar, seis dias antes da Páscoa. É um jantar festivo, especial, onde se dá “a unção de Betânia”. Ali está Lázaro, há pouco trazido da morte pela palavra de Jesus, o Senhor da vida. Ali estão Marta e Maria, irmãs de Lázaro, naquela “casa da amizade”. Peço o dom de um coração livre, sensível, generoso e leal no amor e na amizade para com Jesus, que me faça capaz de quebrar os meus frascos para espalhar o perfume da alegria, da doação, do amor fiel e sincero.
Maria, com seu valioso perfume, é a protagonista do que vai acontecer. Ela quebra o frasco para deixar escapar todo seu rico conteúdo, honrando os pés de Jesus. Espelho-me no seu gesto. Ela sabe extravasar o seu amor e a sua consideração por Jesus. O seu gesto é silencioso, sem constrangimento, gentil, natural. Ela ama para além. O Senhor merece tanto, merece tudo, merece o melhor. Lava os pés do Mestre com o excelente perfume de nardo e enxuga-os com os próprios cabelos.
Olho para ela e para mim: que “frascos” devo romper para que as minhas ações e atitudes, para que os meus afetos exalem bom perfume que atraia os outros para o Senhor, para o Evangelho, para as boas obras do Reino?
Lembrete:
Ainda nesta ordem e harmonia, o Criador nos deixa livres. Devemos escolher e queremos manter a retidão, a justiça e a ordem. Quando não escolhemos isso, provocamos um abalo na terra. Deus seguramente sabe disso. Mas sua esperança constante é que a humanidade possa reconhecer que Ele sempre é o primeiro e decreta seu reconhecimento criando a nossa vida ao mesmo tempo para o amor e no amor.

MAIO

“Confessai, pois, vossos pecados uns aos outros e rezai uns pelos outros, a fim de serdes curados.” (Tg 5,16)
O 5º Princípio Básico do  Amor- Exigente é: Libertador
O Sentimento de culpa torna as pessoas indefesas e sem ação.
Acusar alguém ou alguma coisa para se livrar da responsabilidade do que não está dando certo com você ou com os seus nada resolve. Sem sentimento de culpa, de autopiedade ou de raiva, estaremos livres para agir e deixar que os outros cresçam, arcando com as consequências (boas ou más) do próprio comportamento.
Princípios Éticos Institucionais de Amor-Exigente
5º Transmitir os Princípios do Amor-Exigente observando as possibilidades de cada integrante.
5º Passo de Alcoólicos Anônimos (Narcóticos Anônimos)
Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro se humano a natureza exata de nossas falhas.
5ª Tradição de Alcoólicos Anônimos
Cada grupo é animado de um único propósito primordial - o de transmitir sua mensagem ao alcoólicos que ainda sofre.