16 de mai de 2011

Dependência Química - Artigo 3

Uma velha estória hindu:
Um mercador, um dia, naufragou e foi lançado às praias do Ceilão onde reinava um Rei. Vibhishana. Ele foi conduzido à presença do Rei o qual, ao vê-lo, ficou cheio de uma imensa alegria e assim falou: “Ah, como ele parece como meu Deus, Vênus, possuindo a mesma forma e aspecto humano!” E mandou-o vestir com ricas roupas e o adornou com jóias e o adorou.
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O místico hindu, Ramakrishna, disse: “Quando eu li essa estória pela primeira vez, senti uma alegria inenarrável. Se um Deus pode ser adorado em uma imagem de barro, por que não venerar um homem? O homem é fantástico, e um filho de Deus. “Acaso não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”(1Co 3.16). O Homem é uma criatura Divinizada.
É através dos sentidos que o ser humano contempla Deus e o mundo ao seu redor, canalizando os conhecimentos, passando-os para o intelecto. Através da visão, observamos as cores e formas do mundo; pela audição ouvimos os sons; pelo olfato, sentimos o cheiro; pelo tato, sentimos a temperatura, a textura e as formas através do contato com a pele; pelo paladar, saboreamos o gosto dos alimentos, mastigando-os bem; enfim, é através destes sentidos que vamos assimilando as coisas externas para nós. Assim perdemos o medo, servimos socialmente e entramos no amor que é a base da sobriedade. Vivemos para a pátria e para Deus.
O nariz é como uma pequena montanha no centro da face. Antes de comermos, o nariz testa o cheiro da comida para que não ingiramos algo ruim ou estragado. Por outro lado ativam as glândulas salivares para dar gosto às refeições. A ressonância, que é conseqüência da combinação de vários sentidos nos faz cantar. Nossas narinas limpam e condicionam o oxigênio que entra nos pulmões. Diariamente levam uma quantidade de ar tão grande quanto o volume de um imenso quarto. Nosso olfato pode reconhecer 4000 variações de odores. Todo e qualquer odor, seja bom ou ruim, ao sentirmos não dura mais que dois minutos. Tabaco, cocaína, álcool e outras drogas destroem seriamente as membranas mucosas e as vias respiratórias, causando muitos tipos de problemas, entre eles a perda da sensibilidade do olfato. Num idoso, o nariz trabalha melhor que os olhos e que os ouvidos.
O homem vive dentro de um saco de pele, que é uma beleza demandando o barbear, o banhar, o perfumar e o coçar. A pele mantém a água dentro de nós e não permite a entrada de água exterior. O sistema nervoso da pele ajuda a identificar a dor, o tato, o calor e o frio. Nós ganhamos uma nova roupagem de pele a cada 27 dias perdendo milhões de células diariamente. A evaporação do suor refresca o corpo e assim, num dia muito quente, nossa pele mantém aproximadamente 37Cº a temperatura interna. Antigamente somente o sexo feminino se preocupava em cuidar da pele. Atualmente, os homens estão embelezando-se e cuidando-se mais.
Devemos imitar a humildade de nossa língua. Ela promove a mastigação e trabalha como um palito; além de demonstrar emoções. Por exemplo, uma criança quando coloca sua língua para fora, expressa aversão. Nossa língua nos ajuda a engolir. Para falar, ela é de extrema importância. Faz acrobacias quando dizemos uma só frase. O inimigo da língua são os dentes. Há sempre a necessidade de cuidados para não darmos uma mordida nela; formam um conjunto: língua e dentes. Uma cantora de ópera depende do bom funcionamento de sua língua. As papilas da língua nos fazem sentir os sabores doces, entre outros gostos. Para apreciar o sabor de um simples sorvete, é importante que ele esteja derretendo; assim as papilas captam seu sabor. O paladar varia de uma pessoa para outra. Ninguém pode reconhecer o que o outro sente. A criança não gosta de pinga, porém, quando adulto, poderá gostar tanto a ponto de se tornar um dependente de álcool. Em geral, prestamos mais atenção às nossas unhas e cabelo do que à nossa língua, que é o maior órgão social que nos leva ao bem-estar. Nós não pensamos nela. É um fato: a língua é muito humilde.


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