8 de jun. de 2012

OS SENTIDOS INTERIORES

“Que ninguém nunca viu, a não ser o Filho” (Mt 11,7).
Vamos suplicando ao Espírito que nos afeiçoe mais e mais a Cristo. Queremos que nosso coração siga o Amigo Fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, no tempo desta vida e na hora da morte, amando-o e adorando-o a cada momento.
A oração mais adequada à semana da Paixão é, sem dúvida, a contemplação. Com “fundamento verdadeiro na história”, a contemplação é o modo humano de sentirmos, vivenciarmos, entrarmos em sintonia. É essencial para nos enamorarmos de alguém ou alguma causa. É essencial ao conhecimento profundo e amplo de alguém ou de alguma pessoa, terra ou causa, em particular de Cristo Jesus:  Ele se fez visível para que pudéssemos amar o invisível (Prefácio do Natal). Somente quando fixamos o olhar Nele, conhecemos o Pai, “que ninguém nunca viu, a não ser o Filho” (Mt 11,7).
A experiência nos prova que se alguma coisa não fala à nossa imaginação, fica externa a nós, não nos afeta. Por isso, a moderna publicidade quer nos mover e procura influir nos nossos sentidos, não só nos externos, pela imagem e/ou som, mas também nos internos. Provoca desejos, suscitando evocações: o quintal daquela casa, o bom cheiro daquela comida, o som daquela voz, o amargor daquelas lágrimas... São os sentidos internos ativados!
Esta realidade tão nossa, tão humana, pode ser ajuda poderosa para uma oração que nos toque, afete, identifique amorosamente com o Nosso Redentor.
Sentir ao tato:
O tecido de suas vestes; a forma da mobília e a qualidade da madeira; o calor no verão e o frio no inverno; a atmosfera de paz e amor.
Mediante a ajuda da imaginação, aplicar os cinco sentidos, é um método para se abrir à experiência da transformação passiva operada pelo Espírito Santo no sentido de conhecer, amar e seguir cada vez mais a Jesus na própria vida.
Contemplamos a Paixão para nos darmos conta da profundidade e da imensidão do amor de Jesus. Vamos aos fatos da sua entrega, de toda a nossa capacidade humana de intuir e sentir.

7 de jun. de 2012

NOSSO REI

“Como a um ladrão, saíste para prender-me com espadas e paus! No entanto, estive convosco no Templo, ensinando todos os dias, e não me prendestes” (Mc 14,46).
Preparando-me, procuro encontrar-me comigo mesmo(a), empenhando-me em calar em mim emoções, preocupações. Entrego ao Senhor todas as inquietações, respirando fundo duas ou três vezes. Acolho, na fé, a presença de Deus. Não estou só. Estou diante do meu Senhor e meu Deus. Invoco o Espírito Santo e rezo a oração preparatória.
O lugar é o pátio onde Pilatos preside para julgar Jesus.
Pilatos “senta-se” para pronunciar a sentença condenatória; entroniza Jesus para apresentá-lo como “vosso rei”. Contemplo esta cena, ultraje supremo de quem é ridicularizado na sua dignidade de réu inocente, com todos os sentidos do meu ser.
Ninguém O defende. Estou ao seu lado para dizer-Llhe. “Conte comigo!”. E fecho os ouvidos aos gritos de “Fora! Fora com Ele!”.
Também tenho agido assim em situações semelhantes do meu cotidiano.  Não somente o excluo, com a Sua Igreja e os seus mandamentos, mas pertenço a uma sociedade que o trata como um qualquer e também exclui. Ele padece desta maneira por milhares de inocentes da história humana, de todos os tempos, pelos condenados injustamente.
Jesus acolhe nossas orações dirigidas a Ele?
Como Ele mesmo disse “todo o poder Lhe foi dado no céu e na terra” (ver Mt 28,18). Assim temos muitos exemplos nos Evangelhos de como Ele acolhe as súplicas que Lhe foram dirigidas. Por exemplo: o centurião (Mt 8,5), a mulher que sofria de uma hemorragia constante (Mc 5,25-34), o cego Bartimeu (Mc 10,46-52), a mulher Cananéia (Mt 15,21-28), o leproso (Mc 1,40-45), etc. Atendeu também ao apelo de Filipe: Mostra-nos o Pai (Jo 14,8) e ouviu o bom ladrão: “Lembre de mim quando estiver no paraíso!”

6 de jun. de 2012

COMO JESUS REZOU

“O Filho do Homem veio procurar e salvar o que se tinha perdido” (Lc 15,10).
A pessoa que se exercita deve fazê-lo “conforme a idade, a disposição e o clima ajudar.
Sabemos que lidamos com seres humanos, capazes de se perder em pequenas coisas ou de passar distraídos por aquilo mesmo que nos pode valer. Indica que nós examinemos particularmente como leva a sério as suas sugestões: o uso que convém fazer de maior recolhimento, de ambiente mais ou menos iluminados e coisas semelhantes, que sejam mais conformes à beleza, à grandiosidade e à seriedade da Paixão do Senhor.
O modelo perfeito de orante é Jesus: Ele rezou, ensinou a rezar e é o nosso Mediador junto ao Pai.
Jesus rezou com o Povo de Deus, tanto na sinagoga (ver Lc 4,16), quanto nas festas do Templo (ver Jo 7,2 e 37), e era seu costume, desde criança, celebrar a Páscoa (ver Lc 2,41).
Mas Jesus também rezou com seus discípulos em pequeno grupo, por exemplo, na Última Ceia: “Ora, durante a ceia, Jesus tomou o pão, pronunciou a fórmula da benção, partiu-o e distribuiu-o aos seus discípulos (...)” (Mt 26,26). Também, junto com os discípulos de Emaús: “à mesa, ele tomou o Pão, e recitando a fórmula da benção, o partiu e distribuiu entre eles (...)” (Lc 24,30).
“Que vos parece? Se alguém possui cem ovelhas e uma delas se extravia, não deixa as noventa e nove no monte e vai à procura da extraviada? Se consegue achá-la, em verdade eu vos digo, terá maior alegria com ela do que com as noventa e nove que não se extraviaram. Assim, também, não é da vontade do Pai que estás no céus que um só destes pequeninos se perca”.
Jesus rezou sozinho, em silêncio, escutando e falando ao Pai. Os evangelistas notam como Ele se retirou para rezar antes dos momentos decisivos de sua vida (Lc 3,21).
Lembrete:
“Maria partilhou com o Filho não só a morte, mas também a esperança de uma ressurreição. Não seria completa uma imagem de Maria ao pé da Cruz simplesmente como Nossa Senhora das Dores... “triste, aflita, chorando”... No Calvário ela não só é a “Mãe das Dores”, mas também a “Mãe da Esperança”... É preciso não saber até onde, em sua ousadia, pode chegar a esperança, para pensar que seja demais atribuir isso (“esperar contra toda a esperança”, Paulo diz isso de Abraão – Rm 14,8).

5 de jun. de 2012

CONDENADO E CRUCIFICADO

“O Pai, Deus Criador, coloca o seu tesouro, o seu mesmo Espírito de Vida “em vasos de barro” (2Cor 4,7).
Uma das mais úteis coisas divinas que Nosso Senhor nos comunicou foi conceder-lhe que não só nos desse matéria de forte sabor evangélico para orar, mas também nos ensinasse o modo de orar, a fim de tirarmos proveito e progredirmos no “caminho iniciado do divino serviço”.
Sabemos que de muito pouco aproveita alguém rezar como quem passa veloz por cima das brasas. Insiste que – além de ver as pessoas, ouvi-las e reparar no que fazem – cada qual reflita sobre si próprio(a) “para tirar algum proveito”. Contemplamos agora os passos do Senhor, dolorido e alquebrado, no Caminho da Cruz. A pessoa que se exercita empenhe-se em manter, aprofundar e alargar com a graça de Deus, outros três pontos:
- considerar o que Cristo Nosso Senhor padece ou quer padecer em sua humanidade, segundo o passo que contemplo. Como divindade se esconde; como tudo padece por meus pecados
Porque tudo o que se pode conhecer de Deus é manifesto aos seres humanos. Deus o manifestou eles desde a própria criação do mundo, através da inteligência
O Pai, Deus Criador, coloca o seu tesouro, o seu mesmo Espírito de Vida “em vasos de barro” (2Cor 4,7). Nada pode desviá-lo de nós: nenhum dos nossos adultérios e traições (Os 11,1-11); nem sequer a morte (Rm 8,38-39).
Lembrete:
Ele dá ocasião de ser e existir também ao imperfeito, ao necessitado, capaz, porém, de evoluir. Deus não se fecha em Sua Perfeição, mas dá existência ao que vai aperfeiçoando, vivificando, justificando. O Pai faz existir a toda a sua criatura.
Ora, há uma obediência perfeitíssima, uma sintonia fina, uma vontade em absoluta harmonia entre o Filho e o Pai. Assim, ambos decidem atravessar “o vale das sombras da morte” (Sl 23,4). Por isso, decidem mergulhar no abismo de amarguras e dores onde o pecado nos lança para executar nosso resgate. Em conseqüência, Jesus trouxe a presença luminosa do seu amor solidário, indefectível, inaudito, amor que é dom absoluto do Pai, a todas aquelas situações das quais nossa angustiante vivência diz que não há nem saída, nem recuperação. Nesse Espírito, Jesus passou pela Agonia.

4 de jun. de 2012

CALVÁRIO

“Aproximemo-nos, então, com confiança, do trono da graça para conseguirmos misericórdia e alcançarmos graça como ajuda oportuna” (Hb 4,16).
Como está dito, não recebeste o Espírito de escravidão para recairdes no medo, mas recebeste o espírito de filhos, que nos faz clamar: Abbá! Papai! E o próprio Espírito se une ao nosso espírito para atestar que somos filhos de Deus. Se somos filhos, somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo. Porque, se tomamos parte nos seus sofrimentos, tomaremos parte também em sua glória (Rm 8,15-19). Por isso mesmo a oração é um ato de comunhão e aliança do ser humano com a Santíssima Trindade.
Faço com carinho e veneração, a necessária preparação para o meu momento de oração pessoal. Acolho a presença de Deus e rezo a oração preparatória.
Estou agora no Calvário, onde a Mãe, a Maria, Nossa Senhora das Dores, esmagada pelo sofrimento, fica firme diante do Filho ensangüentado dos pés à cabeça.
Depois, quando o corpo é descido da Cruz, Nossa Senhora da Piedade o recebe sobre seus joelhos. Mãe e Filho! Mas tão diferente daquela noite feliz em Belém! Paradoxo total! Verdade total! Noite feliz! Noite sombria e triste! E tudo isso por mim...
Reflito sobre mim mesmo (a) para tirar algum proveito espiritual.
Oração universal resulta da ação do Espírito de Sabedoria do Pai: (Na Sabedoria) há um espírito inteligente e santo, único, múltiplo, sutil, ágil, perspicaz, puro, claro, impassível, amante do bem, penetrante, irresistível, benfazejo, amigo dos homens, firme, seguro, despreocupado, que tudo pode, tudo abrange com o olhar, que penetra todos os espíritos, os mais inteligentes, puros, sutis. Mais que todo movimento, a Sabedoria é móvel. Atravessa e permeia tudo por sua pureza. Ela é um sopro (espírito) do poder de Deus, uma pura emanação de esplendor do Todo Poderoso (...) Passa, através dos séculos, para as almas santas, fazendo-as amigas de Deus e profetas (ver Sb 7,22-30).
Lembrete:
Num primeiro momento, ajude a tirar Jesus da Cruz. Também pode ajudar na retirada dos corpos  dos outros dois, que com ele foram crucificados. Diante do que você está fazendo, tirando os cravos do corpo sangrento, muito quente, e sustentado-o para a descida, considere o que lhe é dado sentir e reze conforme a sua verdade interior.

3 de jun. de 2012

TANTO QUANTO

Palavras são indicadores da realidade, não reflexos. Mas, como afirmam os orientais, “Quando o Sábio aponta a lua, o dedo é tudo o que o tolo vê!”
Certa noite, um bêbado atravessava cambaleando uma ponte quando colidiu com um amigo. Os dois detiveram-se na ponte e começaram a conversar um pouco. –“ O que é aquilo lá embaixo?” perguntou o bêbado de repente. –“É a lua.” respondeu o amigo. O bêbado olhou de novo, sacudiu a cabeça, sem acreditar no que vira e disse: -“Está bem, está bem. Mas como, diabos, vim parar aqui em cima?”
Quase nunca vemos a realidade. O que vemos é um reflexo dela em forma de palavras e conceitos que, então, passamos a considerar realidade. O mundo em que vivemos é, na maior parte, síntese mental.
Santo Inácio de Loyola diz: “Revemos as coisas deste mundo na medida que o ajudem a atingir a nossa salvação, e de privar-se delas tanto quanto elas nos afastem”.
          O Santo fala do uso e não do gozo das criaturas; são para o homem usá-las e não somente gozar delas. As coisas materiais são meios. Os meios não nos movem a praticarmos alguma ação enquanto é útil para a sua finalidade. Devemos referir todas as coisas à finalidade que temos em vista.
          Não é, pois, o meio, propriamente dito, que nos move a praticar alguma ação, mas o fim que com ele pretendemos conseguir. Não é a vassoura que nos leva a varrer a sala, mas o fim de ter a sala limpa. Se nos propomos pintar um quadro, não escolhemos as cores mais agradáveis, porém as que mais conduzem ao fim que temos em vista. Se desejamos recobrar a saúde, não procuramos os remédios doces e suaves, senão os que nos podem restituir a saúde.
Convém que essa verdade entre bem no fundo do coração. Nosso fim é o serviço de Deus, a glória de Deus, o gozo de Deus por toda a eternidade. Tudo o mais que não seja Deus, como honras, riquezas, saúde, liberdade, vida, são puros meios, nem sempre benéficos em si mesmos, senão enquanto nos conduzem a Deus, e tanto havemos de usá-los quanto nos conduzem a Deus.
          O afeto e a aversão não constituem o critério no uso das criaturas, senão somente a finalidade. Há criaturas muito atraentes que nos afastam do fim. É preciso abandoná-las. Para as lícitas o uso deve ser moderado com relação ao fim, e tanto quanto conduzem ao fim. Todas as criaturas são como uma luva, só usamos aquela luva que cabe bem em nossa mão.

O CIRINEU

“Pai, chegou a Hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique” (Jo 17,1).
Preparar-se, sem economia de bondade, quanto estiver em você, para fazer-se presente de Deus. Chamar o corpo à oração, como de costume.
Faço a minha oração: sem pressa de ir adiante. Suplicar o poder divino de dispor desse tempo para contemplar como Cirineu ajudou Jesus.
Simão, o Cireneu, forçado a levar a Cruz: Jesus, exausto, entrega o instrumento do seu suplício. Partilha conosco também a sua cruz! E o Cireneu tem de aceitar levar a cruz de um outro. E eu? Aceito aliviar os que estão oprimidos por um fardo tão pesado? Olho o Cireneu... Olho Jesus... Olho-me, tão frágil e individualista nas minhas dores e diante do sofrimento alheio. Paro mais demoradamente para rezar sobre estas coisas e deixar-me tocar. E vou seguindo Jesus nos passos da Via Sacra.
Jesus, crucificado entre dois ladrões: olho as três cruzes no alto do Calvário. Supremo vexame! Sim, Ele é contado entre os malfeitores, desconsiderado, rejeitado, sem nome, sem vez sequer de abrir a boca. Contemplo o Messias, o Ungido, intitulado com sarcasmo, “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”. Coloco-me o mais perto possível, ouvindo os Seus gemidos, observando os Seus olhares. Compadeço-me. Por meus pecados Ele padece esta agonia mortal! Agradeço. Rezo.
Jesus acolhe nossas orações dirigidas a Ele?
Lembrete:
Seja como for, os que o prenderam deviam estar pensando que tinha chegado a hora de dar um fim “a tudo aquilo”. Na verdade, porém, tinha chegado a Hora em que tudo começava:
“Eis que chega a Hora – e chegou – em que vos dispersareis, cada um para o seu lado, e me deixareis sozinho. Mas não estou só, porque o Pai está comigo. Eu vos disse tais coisas para terdes paz em mim. No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: Eu venci o mundo (Jo 16,32).
“Pai, chegou a Hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique” (Jo 17,1).

2 de jun. de 2012

O ESPÍRITO ME CONDUZ A ORAR

“Vontade de salvação” (1Ts 4,3).
Preparando-me, procuro encontrar-me comigo mesmo(a), empenhando-me em calar em mim emoções, preocupações. Entrego ao Senhor todas as inquietações, respirando fundo duas ou três vezes. Acolho, na fé, a presença de Deus. Não estou só. Estou diante do meu Senhor e meu Deus. Invoco o Espírito Santo e rezo a oração preparatória.
O lugar é o pátio onde Pilatos preside para julgar Jesus. É meio-dia, véspera de sábado da grande solenidade da Páscoa.
Vendo o Homem Verdadeiro (“Eis o homem!”, diz Pilatos) com dor e lágrimas, peço a Força Divina de entrar nos sentimentos de Jesus, réu, submetido a julgamento totalmente injusto.
Nós nos empenhamos para que não nos descuidemos das “pequenas grandes coisas” que nos ajudem a dar valor à oração. Elas como que ajudam o Espírito a nos ajudar. Assim, “ logo ao despertar ter presente aonde vou e para quê. Resumir um pouco a contemplação que quero fazer, segundo o mistério proposto, esforçando-me, enquanto me levanto e cisto, para sentir tristeza e dor de tanta dor e de tanto padecer de Cristo nosso Senhor... Não procurar pensamentos alegres, ainda que bons e santos... Antes motivar-me a sentir dor, pena, abatimento, recordando, freqüentemente, os trabalhos, fadigas e dores que Cristo Nosso Senhor passou desde o dia em que nasceu até o mistério de sua Paixão, no qual estou”.
“No qual estou!” – estou verdadeiramente no Espírito do Senhor, que me conduz a orar e me deixa tocar a Boa Nova! Assim sou, de fato, amado por meu Senhor e meu Deus, meu Redentor.
Lembrete:
Fica, assim, evidente na Fé que Jesus foi ouvido e atendido. Ele obedeceu, isto é, ele ouviu e atendeu em nosso favor. Por isso, o cálice amaríssimo não é retirado. Cumpre-se a vontade do Pai, que quer nos salvar das profundezas onde nos enfiamos, quando fugimos de Sua bondade e dela desconfiamos, evitando o bem, fazendo o mal. A “vontade de salvação” (1Ts 4,3) se realiza, como o próprio coração de Cristo sempre quis que sucedesse.
“É próprio do Espírito Santo dar forças, consolações, lágrimas, inspirações e tranquilidade, atenuando e removendo todos os impedimentos, a fim de que sigamos adiante na prática do bem”.

1 de jun. de 2012

NOSSO REI

“Como a um ladrão, saíste para prender-me com espadas e paus! No entanto, estive convosco no Templo, ensinando todos os dias, e não me prendestes” (Mc 14,46).
Preparando-me, procuro encontrar-me comigo mesmo(a), empenhando-me em calar em mim emoções, preocupações. Entrego ao Senhor todas as inquietações, respirando fundo duas ou três vezes. Acolho, na fé, a presença de Deus. Não estou só. Estou diante do meu Senhor e meu Deus. Invoco o Espírito Santo e rezo a oração preparatória.
O lugar é o pátio onde Pilatos preside para julgar Jesus.
Pilatos “senta-se” para pronunciar a sentença condenatória; entroniza Jesus para apresentá-lo como “vosso rei”. Contemplo esta cena, ultraje supremo de quem é ridicularizado na sua dignidade de réu inocente, com todos os sentidos do meu ser.
Ninguém O defende. Estou ao seu lado para dizer-Llhe. “Conte comigo!”. E fecho os ouvidos aos gritos de “Fora! Fora com Ele!”.
Também tenho agido assim em situações semelhantes do meu cotidiano.  Não somente o excluo, os seus mandamentos, mas pertenço a uma sociedade que o trata como um qualquer e também exclui. Ele padece desta maneira por milhares de inocentes da história humana, de todos os tempos, pelos condenados injustamente.
Jesus acolhe nossas orações dirigidas a Ele?
Lembrete:
Como Ele mesmo disse “todo o poder Lhe foi dado no céu e na terra” (ver Mt 28,18). Assim temos muitos exemplos nos Evangelhos de como Ele acolhe as súplicas que Lhe foram dirigidas. Por exemplo: o centurião (Mt 8,5), a mulher que sofria de uma hemorragia constante (Mc 5,25-34), o cego Bartimeu (Mc 10,46-52), a mulher Cananéia (Mt 15,21-28), o leproso (Mc 1,40-45), etc. Atendeu também ao apelo de Filipe: Mostra-nos o Pai (Jo 14,8) e ouviu o bom ladrão: “Lembre de mim quando estiver no paraíso!”
Jesus é o Princípio e o Fundamento.
Ele é o Princípio... Nenhum outro fundamento nos foi dado: “Quem não está a meu favor está contra mim. Quem não ajunta comigo dispersa”.
Cada qual a seu tempo. Ele é o primogênito dentre os morto. Ele é nosso Rei!

“Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará.” (Tg 4,10)

O 6º Princípio Básico do  Amor- Exigente é: Influenciador
O comportamento dos filhos afeta os pais; o comportamento dos pais afeta os filhos. O comportamento do aluno afeta o professor; o comportamento do professo afeta o aluno.
Meu comportamento afeta você; seu comportamento me afeta.
Diante de um comportamento inaceitável,  não podemos competir com a outra pessoa ou perder a dignidade. É preciso manter o equilíbrio para conduzir os relacionamentos no rumo certo.
Princípios Éticos Institucionais de Amor-Exigente
6º Relacionar-se fraternalmente e com respeito com os participantes dos grupos de Amor-Exigente.
6º Passo de Alcoólicos Anônimos (Narcóticos Anônimos)
Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse nossos defeitos de caráter.
6ª Tradição de Alcoólicos Anônimos
Nenhum grupo de A.A. deverá jamais sancionar, financiar ou emprestar o nome de A.A. a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem do nosso objetivo primordial.