30 de out de 2010

A dança da vida

Um gavião voou rumo ao céu, levando no bico um pedaço de carne. Vinte outros gaviões saíram atrás dele e o atacaram furiosamente. Então ele deixou cair a carne e, imediatamente, os seus perseguidores o deixaram em paz e voaram, aos gritos, atrás da carne que caíra. Diz o primeiro gavião: “Que paz agora! Que bom estar aqui em cima: o céu é todo meu!”.
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Buda tinha uma fórmula para o desapego. “Terminar com os desejos”. A raiz dos sofrimentos é o desejo, que no mundo moderno chama-se apego. Tenhamos desapego e logo teremos felicidade. O mundo está vazio e ao mesmo tempo cheio de sofrimento, solidão e temores. Quando aprendermos a aceitar tais sofrimentos, imitando o desapego de Cristo Jesus crucificado, nada poderá nos causar tristeza. Temos grandes e pequenos sofrimentos. Uma grande dor seria como minha amiga Joana que é cega devido a sua diabete. Um pequeno sofrimento seria ir a um restaurante e pedir uma sopa de cebola e, não tendo, poder aceitar e saborear uma sopa de ervilhas ou ir a outro restaurante.
Algumas vezes é muito difícil ter desapego. Porém, com força de vontade, podemos chegar lá. Se a namorada rejeita o jovem, ele ficará infeliz; a não ser que ele tenha consciência de que existem milhares de outras senhoritas para namorar. Na dança da vida podemos dançar com uma música ou outra. Temos a opção de escolhas.
Somos educados pelas escolas, pelos pais e pelas circunstâncias da vida para ficarmos tristes quando perdemos algo que gostamos. Devemos aprender que a Providência Divina existe e, no centro de nosso coração com Deus, encontramos nosso destino na felicidade.
Nascemos felizes. Toda a vida está cheia de felicidade. Existe a dor, mas quem disse que não podemos ser felizes com a dor? Por exemplo, Pedro está morrendo de câncer, porém fez o propósito de viver feliz os 6 meses restantes de sua vida, conforme seu médico diagnosticou.
Como se abandona o apego? Basta se conscientizar que está baseado em uma falsa crença: “Sem isto não posso ser feliz”. Isto é falso. Temos que aceitar a vida e a Providência como elas são e, usufruir das criaturas deste mundo enquanto elas nos levam a Deus e a felicidade. E não usufruir das criaturas enquanto elas nos levam contra Deus e contra a felicidade. É simples, nós que complicamos tudo.
Somos livres. Nossa sabedoria nos ajuda. As nossas emoções freqüentemente nos atrapalham. É necessário que aprendamos a ser livres e utilizarmos a nossa vontade para escolher corretamente as decisões que nos levam ao caminho da felicidade.
“Por favor!”, disse um peixe do mar a uma baleia, “Onde posso encontrar a coisa mais imensa que é o Oceano?”. A baleia respondeu: “Não é preciso procurá-lo, você está nadando nele”. Não temos que procurar a felicidade; podemos viver felizes, pois ela está em toda parte. É só observar.

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