25 de set de 2011

SENSAÇÕES

Por que nossas sensações nos ajudam a descansar e a relaxar, enquanto que pensar nos cansa?
            Nossas atividades sensoriais nos relaxam e o trabalho cerebral, de vez em quando, causa dor-de-cabeça. Integrando-nos com nossos sentidos, temos paz. Integrando somente nossos pensamentos, causa dor. Benedito perguntou a um caipira: “Quando quer ir à cidade?”. “Quando meus pés me disserem para ir”, respondeu.
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            Meu amigo Reverendo Derric Prince, um grande pregador Pentecostal, era alcoólatra antes da sua conversão. Um dia ele me disse: “A minha cabeça me diz:  – Não entre no bar. Porém os meus pés me levam lá”. Muitas doenças vêm de nossa mente. Minha amiga Joana passou uma semana no hospital porque o marido dela gritou: “Você não presta, você é uma vagabunda.” Neuroses vem do interior enquanto o vírus vem do exterior. Temos que voltar aos nossos sentidos para reaver nossa saúde mental perdida no caminho dos espinhos intelectuais.
Fernando Pessoa, poeta português, disse: “Se não existe outra virtude em mim, ao menos eu tenho a vida feliz com novas sensações livres”. Uma sensação verdadeira é sempre livre: é inocente, pura, espontânea e continuamente nova. Ele escreveu: Hoje é o primeiro dia da minha vida. Noto a beleza coroada em uma rosa. Sinto o silêncio transparente da aurora. Percebo a luz e os raios do Sol. Amanhã será outro novo dia cheio de vida. Sentir é melhor do que pensar, ler é melhor do que escrever. Somos seres espirituais; personalidades completas, e nossas consciências nos mostram o que somos.
A chave essencial da vida é despertar. É abrir os olhos. O discípulo perguntou ao mestre: “O que aconteceu quando você foi iluminado? Sentiu-se mais santo?”. O mestre respondeu: “Não”. “Teve mais saúde?” – “Não” – “Então o que aconteceu?” – O mestre concluiu: “Eu abri os meus olhos”.
Para ver é como abrir-se às vibrações vitais enxergando pelas pálpebras abertas, abraçando nossas retinas, permitindo-as nos tocar e nos encher com o arco-íris da vida. O novo dia sempre traz uma nova aurora. Cada segundo é um novo amanhecer. O dia é como a primavera na novidade completa das sensações. Continuamente ficamos livres e renovados na presença Divina em que nós vivemos e temos nosso ser. Usar os sentidos é dar ar ao espírito. Receber sensações é viver.
Um vendedor comerciava água do rio, até os compradores perceberem ao verem o rio. Uma criança corre atrás de um pombo na praia, mais tarde nem nota os pombos. Quem vê uma árvore, vê Deus. Bom vinho vem da garrafa e não do rótulo. Pelos sentidos percebemos a realidade.
Um pecador chegou à porta de São Pedro. Para entrar nos céus foi pedido ao pecador 100 pontos. Ganhou 1 porque deu um guaraná a um amigo. Ganhou 5 por ter beijado sua senhora. Ganhou 15, porque emprestou dez reais ao vizinho. O pecador disse: “Não tenho mais, somente pela Graça de Deus poderei entrar.”
Pedro respondeu: “Entre!”


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