19 de jun. de 2013

O QUE QUERO?

“É melhor refugiar-se no Senhor que confiar no ser humano. É melhor refugiar-se no Senhor que confiar nos poderosos.” (Sl 118, 8-15)
“Eleição”: para minha vida é coisa séria! O que quero na vida? Tanto as eleições podem mudar a face de um país, quanto aquela “eleição” interior de se deixar tocar pela vontade de Deus a “meu respeito”.
“Fazer eleição” espiritual, o plano de Deus para mim, é exatamente isto: deixar-se escolher por Deus e ter a graça da lucidez sobre o que Deus quer que façamos pelo Reino.
Para que eu afeiçoe à verdadeira doutrina de Cristo... é de muito proveito considerar atentamente: os três seguintes graus de amor...
O primeiro grau ou nível é o de um tal amor e de uma tal humildade que eu aceite e queira estar todo submisso e obediente à lei de Deus. Não faço pecado mortal, pois é sério. Este nível é necessário para a salvação.
O segundo é que eu esteja tão afetado e ligado a nosso Senhor e seu amor e serviço que esteja indiferente e desapegado às coisas nas quais sou livre de decidir ou às coisas que a vida traz. Por exemplo: abundância ou carência de Bem, prestígio ou desprestígio, vida longa ou vida breve. O foco das minhas escolhas estará não em mim ou na minha família ou nas coisas, mas no que for de mais serviço e amor a Ele!
O terceiro e melhor nível é necessário para fazer uma boa e sadia escolha (eleição) de estado e rumo de vida no Espírito de Jesus. São tamanhos amor, Fé e Esperança por Ele, n’Ele e com o poder de sua consolação que eu queira em tudo obedecer aos seus mandamentos, evitando todo o pecado, inclusive o “leve” ou venial.
Este é o amor de “seguimento”: se Jesus está lá, eu também quero estar, nem que isto me custe todos os meus bens, a minha fama, a incompreensão dos meus entes queridos, a perseguição e me leve até a honra e o dom maior do martírio! Tento não ter imperfeições.
Meditação:
Senhor Jesus, anseias ir até teus amigos em qualquer tipo de tempo – tempo para ensinar, tempo para amar, tempo de tempestade e calmaria. Algumas vezes me assustas quando chegas, porque imagino tolamente que me pedirás o que não posso dar, ou o que me faria infeliz. A respeito de Ti, quero acreditar no seguinte: qualquer coisa que queiras, aprendestes a querer do Deus e Criador de toda vida. E quero querer o que queres, se Teu Espírito me disser como.

18 de jun. de 2013

TRÊS PERSONAGENS

“Oh! Como é bom, como é agradável os irmãos morarem juntos! É como óleo precioso sobre a cabeça, que escorre pela barba, pela barba de Aarão, e desce sobre a gola do seu manto. É como o orgulho de Hermon, descendo sobre os montes de Sião. Pois é lá que o Senhor dá as bênçãos e a vida para sempre.” (Sl 133,1-3)
Preparo-me. Convido todo o meu corpo para participar deste momento de oração pessoal. Sinto a quietude e o silêncio do corpo inteiro. Paro. Volto um olhar amigo para o Autor e Criador do meu ser. Sem me apressar, pausadamente, recordarei os relatos de três personagens dos Evangelhos que querem seguir Jesus.
 O jovem rico (Mc 10,17,31) que procura Jesus. Quando Jesus lhe propõe o seguimento, ele foge de dar o seu “sim” pronto e generoso. Está apegado aos seus bens. Retira-se triste. Jesus comenta com os seus: “Como é difícil para os que têm riquezas entrar no Reino de Deus”.
O segundo tipo de pessoas pode ser representado por aqueles que se dispõem a seguir Jesus, mas impõem condições para responder ao convite dele (Lc 9,57-62). Apegados a negócios, a trabalhos, a projetos, à família ou a si próprios, querem manter-se no meio termo, servindo-se e servindo a Jesus. Não podemos servir a dois mestres.
O terceiro tipo de pessoas pode ser representador por Zaqueu (Lc 19,1-10). Como Maria, os apóstolos e tantos santos e santas, de todos os tempos e lugares, ele toma a atitude, ele se dispõe e dispõe dos seus bens para o serviço do Reino, oferecendo-se como todo o coração.
Vou pedindo ao Senhor o dom de poder, agora, olhar para dentro de mim e reconhecer se estes tipos de pessoas também estão representadas em mim. Qual?
Confia mais profundamente em Deus? Encara a si mesmo com maior clareza e esperança? Aceita a alegria do amor de Deus – e se desapega da felicidade da criança nas coisas belas? Esses são sinais de consolações.
Siga toda inclinação para anotar palavras especiais da Bíblia. O que quero agora: quero conhecer melhor Jesus, amá-lo mais e segui-lo de todo o coração.
Lembrete:
É tempo de abrir as portas para que milhões de almas recebam a salvação. Faze-as entrar pelo teu amor, tuas orações, teus apelos. Multidões devem vir a mim agora. Tu deves te servir da medida  da Fé  que eu te dei. Se plantares esse grão de fé, ela se tornará uma grande árvore. Se tuas mãos estão limpas e teu coração puro, obterás minhas bênçãos. Nada te faltará. Eu te amo. Acredita e caminha na Fé. Vive segundo que és: um filho de Rei.

17 de jun. de 2013

HUMILDADE

“Que tua mão direita não saiba o que faz a tua esquerda” (Mt 6,3)
Ouço a proposta de vida de Jesus: não são os reinos deste mundo, nem as suas honras e o seu orgulho que garantem a Paz. A Paz é dom d’Ele, que escolhe estar no meio dos fracos e pequeninos, aberto aos pecadores e excluídos, como os sofredores da lepra! A Paz é dom d’Ele, que não tinha aonde repousar a cabeça (Mt 8,20). Afirma: “Quem quiser ser o primeiro, se faça o último” (Mc 9,35).
Reflito para tirar algum proveito. Estou livre do espírito deste mundo: ambição, cobiça, drogas vontade de aparecer? Quero deixar-me libertar por Jesus e abraçar a pobreza evangélica, ouvindo, afinal, o Sermão da Montanha?
Quero aprender, então, com a Sua proposta de vida verdadeira, vida filial, vida fraterna. É oposta claramente às mentiras, que incitam a possuir dinheiro para adquirir prestígio e influência, “ser e aparecer”, estar “na sua”, em “segurança”. Jesus é diferente! Ele nos chama a imitar a simplicidade e a entrega das crianças. Ele apela para vivermos solidariedade, sem discriminações: “Que tua mão direita não saiba o que faz a tua esquerda” (Mt 6,3).
Com quem eu quero ir? Que proposta o meu coração me impele a adotar?
No momento do silêncio, procurarei verificar se alcancei os desejos. Anotarei o que for mais importante para aproveitar no discernimento dos rumos da minha vida, segundo as inspirações do Senhor.
Meditação:
Jesus sacia a fome do povo. Eles tentam fazê-lo rei. Ele não permite e retira-se. (Jo 6,1-15)
Jesus pergunta a seus amigos o que o povo pensa dele. Depois pede-lhes sua opinião. Pedro fala em nome de todos: “Tu és o Cristo”. (Mt 8,27-30).
“Jesus conta o que Ele pode prever e o que foi profetizado sobre seus sofrimentos. Pedro protesta. Jesus repreende-o”. (Mc 8,31-33).
Lembrete:
Disse Jesus: Quem não nascer do Alto não pode ver o Reino de Deus (...) quem não renascer da água do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne é carne; o que nasceu do Espírito é espírito (Jo 3,3.5). Pedro inaugurou a pregação apostólica no dia de Pentecostes dizendo ao povo: Arrependei-vos: que cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos pecados (At 2,38).

16 de jun. de 2013

VIDA VERDADEIRA

“Ouve, ó Deus, o meu grito, fica atento à minha oração. Dos confins da terra eu te invoco, enquanto meu coração desfalece. Põe-me sobre um rochedo inacessível, pois tu és para mim um refúgio, torre firme diante do adversário. Vou morar na tua tenda para sempre, à sombra de tuas asas encontrar abrigo.” (Sl 61,1-5)
Preparo-me:lugar e tempo que favoreçam o recolhimento. Acolho-me na Presença Divina. Escuto os ruídos que me chegam: sinfonia da Criação... Rezo minha oração preparatória: sem a Sua força Divina não posso fazer nada, muito menos rezar!
Considero porque a história da salvação que é que Jesus quer atrais todos a Si (Jo 12,32)
Com os olhos da experiência de vida, da imaginação e da fé, contemplo a humanidade dividida entre as seduções do mal e as drogas e álcool e a Boa Nova de Jesus, as inspirações do Espírito, os apelos do Pai das Luzes!
Peço aqui o Poder Divino do conhecimento interno da verdadeira vida, oferecida por Jesus, com a proposta do Pai e o dom do Espírito: “Vim para que tenham vida, e vida em abundância” (Jo 10,10).
Entrando mais na oração, quero contemplar Jesus, o verdadeiro Rei, Rei Humilde, Rei dos Pequenos. Está num campo ameno e gracioso, onde nos diz: “Olhai os lírios do campo, as avezinhas do céu” (Lc 12,27). Ele envia os seus discípulos e discípulas a toda a parte do mundo (Mt 28,19) anunciar a Boa Nova, ensinar o Sermão da Montanha (Mt 5-7), vencendo o mal com o bem (Rm 12,21).
Vou fixar os olhos em Jesus, “o Chefe de nossa fé” (Hb 12,1). Manso e humilde de Coração (Mt 11,29), Ele fala a nós, os seus amigos!
Meditação:
Senhor Jesus, Tu parece sempre perguntar: o que você quer? Senhor, faze com que eu possa descobrir em meu próprio espírito o querer conhecer-Te como os amigos conhecem, conhecer-Te conhecendo-me, amando-me. Faze com que meu desejo de estar curado de todo pecado seja tão grande quanto o Teu de curar-me, assim como Tu curaste o Geraseno. Senhor, faze com que eu descubra em meu espírito o querer subir em árvores para ver-Te, já que sou tão pequeno para fazê-lo no meio da multidão. Oh! Senhor, digo com todo o meu coração: vendo ou não, mancando ou pulando, irei aonde estiveres, se me chamares.

15 de jun. de 2013

AMIZADE

“Servi ao Senhor com reverência e prestai-lhe homenagem com temor para que não se irrite e pereçais pelo caminho, pois sua ira se inflama de repente. Felizes os que nele se abrigam!”(Sl 2,9-12).
Este exercício de oração nos coloca diante da necessidade do poder do Bom Mestre da Vida, a fim de que, pela ação do Seu Espírito, possamos nos dar conta do ponto fraco da nossa humanidade, onde se “engancham” as tentações e se insinuam as seduções e os enganos.
Ora, se não pudermos viver como irmãos, rezaremos o Pai nosso com falsidade no coração!
Pedimos a ajuda de crer e confiar na bondade do Pai, na eficácia do seu cuidado por nós, na Sua Divina Providência é a necessidade da virtude da pobreza evangélica. A liberdade que esta virtude dá ao coração, porque é uma vivência do Amor-amor. Dá aos Cristãos clareza na hora de decidir pelo melhor na hora da escolha entre os bens deste mundo, sem perigo de se deixar levar por impulsos e afetos desordenados.
O Cristão libertado no Amor Maior, na confiança filial, na amizade sincera é livre diante dos bens deste mundo. Ele os usa e administra como seu senhor, em conformidade com a Sabedoria do Criador e a sabedoria da Criação. Mas não se deixa possuir por eles, não se apodera deles, porque são de Deus, são sagrados. Estão a serviço.
Vem, com tuas alegrias e frustrações, com tuas invejas e tuas inquietudes. Vem, não importa como tu estejas, e receberás uma ajuda eficaz para teu coração ferido e confuso, mas que me é precioso. Coloca toda tua confiança em mim, pois eu não te deixarei nem te abandonarei jamais. Eu te darei socorro em todas as circunstâncias. Eu não te ajudarei somente amanhã, mas em todos os problemas de hoje, contanto que venhas a mim.
Estes dons, a serviço, constroem pontes, criam relacionamentos, pois são dons para todos, para os demais como para mim! Os outros, os demais, são meus irmãos. Serei, então, um filho à semelhança do Pai, que faz cair Sua chuva ou brilhar Seu sol sobre bons e maus (Mt 5,45). Sendo assim, o Cristão pode rezar o Pai nosso de coração livre, bonito e sereno, coração de filho(a), em tudo semelhante ao Coração de Cristo.
Meditação:
O Verbo de Deus, a Palavra viva que exprime ação criadora e salvífica, este é o dom de Deus:
“O Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós, e nós vimos a sua glória, glória como do Filho Único do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1,14)

14 de jun. de 2013

EXERCÍCIO DE LUCIDEZ INTERIOR

“O Pai celeste bem sabe que deles precisamos” (Mt 6,32).
Este exercício de oração nos coloca diante da necessidade do poder divino do Bom Mestre da Vida, a fim de que, pela ação do Seu Espírito, possamos nos dar conta do ponto fraco da nossa humanidade, onde se “engancham” as tentações e se insinuam as seduções e os enganos.
O ponto fraco é a necessidade com que somos criados dos bens deste mundo. O Pai celeste bem sabe que deles precisamos (Mt 6,32). Ele nos deu estes bens para que os usemos para ajudar aos outros e viver de maneira feliz a santa eternidade.
Desejos naturais e legítimos se corrompem em anseios desordenados, ganância, avidez, avareza. Já não são os nossos desejos, porque nos tornamos possuídos por eles. Os bens, os dons do Pai, se convertem em ídolos, maiores ou menores, mas sempre ídolos falsos e assassinos da nossa humanidade.
Estes ídolos nos levam a rivalidades, competições, rixas, ódios, ressentimentos. Vale a pena reler o capítulo 5 da carta aos Gálatas. Em resumo: vai se tornando impossível sermos irmãos! A dura conseqüência dessa desordem e desse pecado é que ficamos aprisionados como que num corpo corruptível, todo o nosso ser desterrado entre animais ferozes.
Pedimos conhecimento dos enganos e ajuda para deles me defender. E o conhecimento da vida verdadeira, que mostra o supremo e verdadeiro Chefe, com a graça de imitá-lo.
“Cantai salmos ao Senhor que habita em Sião, anunciai entre as nações as suas obras” (Sl 9,1-12).
Quando cantas meus louvores, participas dos coros celestes. Nada aproxima mais meu povo do céu do que os louvores que ele me canta com um coração cheio de reconhecimento e amor. Podes dar ao mundo inteiro uma dimensão completamente diferente ao me celebrares. Existe muita maldição, reclamação e blasfêmia na boca dos homens, e por isso atrai forte atividade ruim e muitos males sobre os habitantes da terra. E essas maldições recaem sobre eles.
Meditação:
“Sua ira dura um instante, a sua bondade, por toda a vida!
Se de tarde sobrevém o pranto, de manhã vem a alegria...
Mudaste em dança meu lamento, minha veste de luto em roupa de festa, para que meu coração cante sem cessar.
Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre”. (Sl 30.1-12)
“Tende coragem e um coração firme, vós todos que esperais no Senhor”. (Sl 31,17-25)

13 de jun. de 2013

ESTANDARTE DE CRISTO

“Jesus começa a pregar. Com o poder do Espírito n’Ele, Jesus volta para a Galiléia. Em Nazaré, lê o rolo, “o espírito do Senhor está sobre mim...” Então lhes fala que o texto está sendo cumprido naquele mesmo dia” (Lc 4,14-22).
Preparo-me, prevendo o lugar e o tempo do exercício de oração, cuidando da posição corporal. Procuro harmonizar-me, acolhendo a presença de Deus e fazendo com carinho a minha oração: “Senhor, que todos os meus pensamentos, atitudes, desejos, a minha afetividade inteira sejam puramente integrados para o maior serviço Teu e dos Teus filhos, meus irmãos!”.
Preparo-me, medito, “mastigo” com a inteligência estas verdades que me são mostradas, deixando o meu coração se afetar e mudar pelo que lhe for dado perceber, com a força do Pai das luzes (Tg 1,17). Procuro perceber onde a cobiça e ambição, o apego aos bens deste mundo, o medo de perder, de ficar por baixo, me enganaram, empurrando-me para o desamor, o pecado, a desconfiança...
Vou empenhar-me, com muita humildade, em responder ao que me foi dado perceber no exercício. Fui apresentado ao poder da astúcia do mal. Ele trabalha a partir das nossas necessidades, e da nossa dependência, para nos afastar de Deus Amor, Deus Providência carinhosa. Ele quer nos desorientar com o seu hábil discurso.
Suplicarei ao Filho que me receba sob o seu Estandarte da Cruz rezando com Cristo. Insistirei junto ao Pai para que me ponha com o Seu Filho amado, rezando o Pai nosso.
Não posso deixar de examinar como fui no exercício: alcancei a sabedoria de lucidez pedida? Preciso repeti-lo, batendo às “portas fechadas”, aproveitando os caminhos abertos? Noto e anoto o mais significativo que lucrei nesta oração.
Meditação:
Senhor Jesus, Tu Te humilhaste partilhando com amigos o que pensavas, sentias e desejavas. Senhor, assim como lhes deste o dom de conhecer-Te e sentir Teu grande amor por eles, deixa-me vir a conhecer-Te também, mesmo estando muito longe, em outro país e em outro tempo. Se ao menos eu pudesse sentir Teu amor por mim, então eu O amaria, e todo o meu coração estaria em harmonia com o que pensas, sentes e desejas. Isto é o que eu quero, se for do Teu agrado, Senhor.

12 de jun. de 2013

LUZ E TREVAS

“No campo de pai de família há boa e má semente, trigo e joio” (Mt 13,25 ss.).
Preparo-me, prevendo o lugar e o tempo do exercício, cuidando da posição corporal. Procuro harmonizar-me, acolhendo a presença de Deus e fazendo com carinho a minha oração: “Senhor, que todos os meus pensamentos, atitudes, desejos, a minha afetividade inteira sejam puramente integrados para o maior serviço Teu e dos Teus filhos, meus irmãos!”.
Vou dar-me conta de que já há um combate espiritual, travado no coração de cada um de nós, entre o desejo do bem e a esperteza do mal, misturados na vida e na história, joio e trigo, crescendo simultaneamente em cada ser humano e na sociedade.
Com os olhos da imaginação, vejo os dois campos opostos: o dos bons chefiados por Jesus Cristo, em lugar ameno e espaçoso; e o dos maus, , lugar de orgulho, dureza, violência...
Aqui peço o poder de seguir Jesus no caminho estreito (Mt 7,13) da vida verdadeira. Peço também a sabedoria divina da lucidez espiritual para reconhecer e rejeitar os enganos do mal.
Entrando no exercício, penso no mal do inimigo disfarçado. Medito como ele, camuflado numa nuvem de fumaça e fogo, de onde envia os seus agentes para executar o seu propósito de dominar todos os seres humanos, e estabelecer o seu poder sobre “todos os reinos da terra” (cf. Lc 4,5-6).
A luta espiritual se manifesta numa divisão interior: carne x espírito (Gl 5,24-25); luz x trevas (Ef 5,8 ss.); criatura nova x criatura velha (Ef 4,17 ss.). A história é uma realidade única na qual a verdadeira vida é cercada por enganos. No campo de pai de família há boa e má semente, trigo e joio (Mt 13,25 ss.). Existe a arte cristã de bem viver é a sabedoria de bem discernir. Preciso da inteligência do discernimento espiritual, da lucidez interior, da liberdade de coração, da indiferença e desapego diante das alternativas que me são dadas para escolher conforme o Coração de Deus.
Senhor Jesus, desde o princípio convidas pessoas comuns para viver onde Tu vives. Quando chegam, Tu as acolhes e as chamas para trabalhar e alegrar-se contigo. Tu és o mais belo entre os homens, e eu quase não acredito que me queiras para Teu amigo. Tu és poderoso, Senhor! Atrai-me mais e mais para Tua amizade e conduze-me pelo caminho que trilhaste com Teus amigos.

11 de jun. de 2013

REINO DO PAI

“Tu o colocaste à frente das obras de tuas mãos. Tudo puseste sob os seus pés” (Sl 8,1-10).
Quero conhecer os enganos do mal, pedindo ajuda para Deus me defender, bem como conhecimento da vida verdadeira de Cristo, nosso Rei, e a força divina de imitá-lo.
Vejamos “o exemplo que Cristo nosso Senhor nos deu para a observância dos mandamentos, vivendo em obediência a seus pais na sua vida oculta”. “Vimos também o exemplo da perfeição evangélica, quando permaneceu no Templo... para dedicar-se ao puro serviço do Rei Eterno”.
Claro está que a perfeição consiste em seguir a vocação divina, o que pode nos dar tanto na vida do solteiro, como na do casado, por causa do Reino. “Começaremos agora, enquanto contemplamos a sua vida, a investigar e perguntar em que vida ou estado sua divina Majestade quer servir-nos”.
Desejamos ter clareza a respeito da intenção de Cristo para nós, e também para aprendermos “como nos devemos dispor para chegar à perfeição em qualquer estado ou vida que Deus, nosso Senhor, nos der a escolher”.
Se você pergunta a Jesus o que ele quer que você faça, se você o quer ter como guia e chefe da sua vida, você está se decidindo a viver como ele viveu, trabalhar como ele trabalhou, inclusive, em comunhão, aceitando até “acotovelar-se” com pecadores! Enfim, você deseja entrar na militância do Reino d’Ele, Reino do Pai.
Lembrete:
Enquanto João batiza no Jordão, aponta para Jesus – “o Cordeiro de Deus”. Dois discípulos O seguem, Ele lhes pergunta o que querem. Vão para onde Ele está vivendo e ficam o resto do dia com Ele (Jo 1,35-42).
Jesus caminha ao longo do mar da Galiléia e vê os irmãos pescadores. Ele os chama para trabalhar consigo. Eles deixam o que estavam fazendo e O seguem (Mc 1,16-20).
Jesus leva seus discípulos para uma festa de casamento em Caná. Sua mãe lhe diz que eles estão sem vinho e dá instruções aos servos para fazerem tudo o que Jesus disser. Jesus transforma a água no melhor vinho que eles já tomaram (Jo 2,1-11).
Meditação:
“É preciso obedecer a Deus do que os homens. O Deus de nossos Pais ressuscitou Jesus, a quem vós mataste, suspendendo-o no madeiro. Deus, porém, o exaltou com a sua direita, fazendo-o príncipe e salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados...” (At 5,29-31).
Esta é a boa notícia do Cristo Jesus, o “evangelho”, a “boa nova”, pela qual Pedro e João foram condenados às trinta e nove varadas (At 5,40), e a qual nem por isso deixaram de proclamar:
“Quanto a eles, saíram da presença do sinédrio regozijando-se, por terem sido dignos de sofrer afrontas pelo Nome”.

10 de jun. de 2013

TRÊS DIAS

“Eis que me deito e durmo, e me acordo, pois o Senhor me sustenta” (Sl 3,1-6).
Sempre procuro encontrar Jesus, mais e mais o conhecendo pelos ensinamentos que nos dá nos seus mistérios.
Terminada a festa de Páscoa, os peregrinos se vão, mas Jesus permanece em Jerusalém, sem nada dizer aos pais e amigos: José e Maria nunca foram pais possessivos. Todos em Nazaré são mais ou menos aparentados, e eles facilmente supõem que Jesus está no grupo maior. Levam o “tempo de Deus”, para se certificar de que Jesus não está com eles. Aflitos, começam a procurá-lo e refazem o caminho para Jerusalém. Quero estar com eles nesse momento de aflição, susto e dor! Perda, ausência e procura de Jesus... Como tenho vivido situações assim na minha vida? Como têm sido as minhas perdas e buscas de Jesus? Rezo conforme meu coração me ensinar.
Encontro, com eles, Jesus entre os doutores! Testemunho o alívio e a alegria de Maria e de José. Reparo no que eu mesmo(a) sinto e rezo. Jesus pergunta e responde, causando grande admiração aos sábios. Escuto também, observo e admiro: de onde lhe vem tanta sabedoria, a ele, menino do humilde povoado de Nazaré? “De Nazaré pode vir coisa boa” (Jo 1,46).
Observo Maria, que diz: “Filho, porque agiste assim conosco? Teu pai e eu aflitos te procurávamos?”.
Dou toda a atenção à resposta de Jesus, consciente de quem é, o Filho do Altíssimo: “Não sabeis que devo cuidar das coisas do meu Pai?”.
Compreendo? “Seus Pais não compreenderam o que Ele lhes disse”. “Mas a Mãe guardou todas essas coisas no seu coração, meditando-as”. E eu?
Algumas vezes entramos num tempo de secura ou mesmo de confusão e desencorajamento. Disto aprendemos a preservar em nosso trabalho, e sabemos também que o dom da alegria é verdadeiramente um dom, que não o merecemos por nós mesmos nem o recebemos por nosso esforço.
Relembre a questão que você se colocava no princípio: “o que devo fazer por Cristo?” – que tem feito muito por mim e pela humanidade.
O que quero agora: que tipo de amigo foi Jesus de Nazaré? Como ele pensava e sentia sobre seus amigos e sobre sua missão? Eu quero amá-lo e segui-lo em seu caminho.